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Consolidar créditos? Tenha cuidado. Fica mais caro a longo prazo

(António Pedro Santos)
(António Pedro Santos)

Ao associarem pequenos créditos ao empréstimoà habitação, os bancos mudam geralmenteo spread aplicado

Juntar ao crédito à habitação pequenos empréstimos – como o automóvel, viagens e pequenos electrodomésticos – tem sido o truque utilizado por muitos consumidores para aliviar os seus encargos mensais. A ideia parece tentadora para conseguir uma folga no final do mês, mas na prática o que acontece é que acaba por pagar mais no final do empréstimo.

Vamos a contas, utilizando como exemplo um cenário em que os encargos mensais absorvem 1788,33 euros do orçamento. Como existem dificuldades em pagar todas as prestações, a ideia é ir ao banco e pedir para juntar tudo no crédito à habitação, a pagar em 30 anos.

“Muito dificilmente o banco aceitará fazer a consolidação sem aumentar a margem de lucro. Se aceitar, para um spread que se mantenha a 1%, sem agravamento da Euribor, os encargos mensais baixam para 547,78 euros, resultando numa folga mensal de 1240,55 euros. Porém, no final dos 30 anos, terá desembolsado 1613,14 euros a mais em juros. Se houver subidas na Euribor poderá pagar muito mais”, alerta a Associação de Defesa do Consumidor (Deco).

Este é o cenário ideal, já que o mais provável é o banco aumentar o spread. Se subir para 5% e a Euribor se mantiver constante, os encargos mensais passam para 906,22 euros, um alívio de 882,11 euros por mês. Mas, no final dos 30 anos terá desembolsado mais 130 649,01 euros em juros. Mais, se a Euribor aumentar.

Isso significa que quem recorre a essa solução pode sentir uma mensalidade ligeiramente mais reduzida, mas no final do prazo vai ver que irá pagar mais juros. E vale a pena lembrar que há casos em que essa subida pode ser “brutal”.

Cuidados a ter Outro factor a ter em conta diz respeito ao indexante no crédito à habitação. A explicação é simples: os créditos mais pequenos têm taxa fixa e a maioria dos empréstimos à habitação está indexada à taxa Euribor. “Neste momento as taxas de juro estão historicamente muito baixas, mas é expectável que subam pelo menos 1% no futuro e aí os juros serão mais elevados. Nessa altura será pouco compensador fazer a consolidação”.

Além disso, ao consolidar os diversos créditos – liquidando os anteriores – os clientes vão pagar uma comissão por amortização antecipada desses empréstimos. Por isso mesmo há que fazer bem as contas e verificar se vale ou não a pena.

Geralmente o crédito da casa tem o prazo mais longo e a taxa de juro mais baixa, pelo que compensa associar os restantes a este. Fica a pagar em 30 anos a acumulação dos vários empréstimos. A curto prazo ganha em liquidez, mas a longo prazo paga mais juros. Por outro lado, o total das prestações não deve ultrapassar os 35% do rendimento mensal familiar, caso contrário está no limiar de uma situação de sobreendividamento.

Com ou sem hipoteca Ao consolidar, é possível optar pelo crédito com ou sem hipoteca. No primeiro caso, pode obter um prazo mais alargado e uma taxa de juro inferior, mas suporta custos iniciais mais elevados. No segundo, as despesas iniciais são menos pesadas, mas os montantes e o prazo são inferiores.

Sem um crédito hipotecário, a consolidação passa por um crédito pessoal. Mas a redução mensal das prestações é inferior (cerca de 20%), já que o volume total de juros aumenta substancialmente. Convém não esquecer que muitas instituições financeiras exigem como garantia um imóvel, que deverá ter um valor comercial igual ou superior ao dobro do total de créditos. “Muito dificilmente os consumidores conseguirão uma consolidação se não tiverem uma habitação para dar como garantia”, diz a Deco.

Dicas para consolidar

Previna-se primeiro

Rendimento mensal Faça  as contas às suas prestações mensais e verifique se o total não ultrapassa 35% do rendimento mensal. Além disso, deverá criar um pé de meia para prevenir eventuais imprevistos. O ideal é que este montante corresponda a cinco ou seis vezes o rendimento mensal familiar. Este montante poderá ajudá-lo a fazer face  a eventuais despesas extra. Por exemplo, uma situação de desemprego ou um problema de saúde.

Fale com o  seu banco

Renegociar condições Fale com o seu banco e tente renegociar as actuais condições de crédito. Por exemplo, renegociar o crédito à habitação poderá permitir uma maior folga mensal. Não se esqueça que a consolidação permite baixar  a prestação, mas é uma opção que pode sair bem mais cara. Além dos juros, conte ainda com os custos de abertura de processo ou com a penalização por amortização antecipada dos créditos.

Opte pelo crédito hipotecário

Hipoteca sobre imóvel Nem sempre é fácil encontrar instituições financeiras que permitam juntar vários créditos num só. Mas, quando isso acontece, e se optar pela consolidação de créditos, prefira um crédito hipotecário – em que é constituída uma hipoteca sobre esse imóvel como garantia em favor do credor – em detrimento de um crédito pessoal. O conselho é da Associação de Defesa do Consumidor (Deco).

Questione sempre tudo

Analise taxas Quando estiver a negociar o crédito questione sempre os custos do processo. Não se esqueça de analisar ao raio-X as taxas praticadas. É o caso da taxa anual efectiva (TAE) e da taxa anual efectiva global (TAEG), já que estas vão reflectir o custo total do crédito. Deve também tentar uma redução ou uma isenção das comissões, como a que incide sobre a amortização antecipada dos créditos.  Depois disso, faça bem as contas.

Avance se for indispensável

Compare propostas Segundo a Deco, só deve consolidar os seus créditos se for mesmo indispensável. Ou seja, quando chegar mesmo à conclusão que não consegue pagar as suas prestações. Se for esse o seu caso, consulte várias instituições de crédito, apresente os valores em dívida e depois compare as várias propostas apresentadas. Só desta forma estará em condições para optar pela proposta mais vantajosa para o seu caso.     (ionline.pt)

por Sónia Peres Pinto

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