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Irão associa cooperação com EUA no Iraque a acordo sobre nuclear

Voluntários xiitas que se juntaram a exército iraquiano para lutar contra extremistas sunitas do Estado Islâmico do Levante e do Iraque mostram suas armas em Bagdá nesta quarta-feira, 18 de junho de 2014. (REUTERS/Ahmed Saad)
Voluntários xiitas que se juntaram a exército iraquiano para lutar contra extremistas sunitas do Estado Islâmico do Levante e do Iraque mostram suas armas em Bagdá nesta quarta-feira, 18 de junho de 2014.
(REUTERS/Ahmed Saad)

O sucesso das negociações sobre o programa nuclear iraniano é uma condição prévia a uma eventual cooperação do Irão com os Estados Unidos para combater o avanço dos jihadistas no Iraque. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (18) por Mohammed Nahavandian, chefe de gabinete do presidente iraniano, que participa de uma conferência internacional na Noruega.

As discussões 5+1 (envolvendo China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Alemanha),”são um teste de confiança”, declarou Mohammed Nahavandian. Essas negociações entre o Irão e as grandes potências acontecem até a próxima sexta-feira em Viena.

O chefe de gabinete do presidente Hassan Rohani se disse hostil por princípio a uma intervenção estrangeira no Iraque, e enfatizou que qualquer operação desse tipo só poderia acontecer atendendo a pedido das autoridades iraquianas e em apoio a elas.

“O Irão responderá a qualquer sugestão ou pedido visando ajudar o governo iraquiano a resolver esse problema interno”, disse ele. “No que diz respeito aos Estados Unidos, não observamos nenhuma acção séria contra essa onda de terrorismo”, acrescentou.

Paralelamente, autoridades militares do Irão rejeitaram a possibilidade de uma cooperação com os Estados Unidos. Os dois países não têm relações diplomáticas há 34 anos.

Também nesta quarta-feira, o presidente iraniano, Hassan Rohani, alertou que o Irão “faria tudo” para proteger os lugares santos xiitas no Iraque diante da ameaças dos jihadistas sunitas, mas descartou a ideia de uma intervenção militar.

Maioria xiita

O Irão é xiita a 90%, enquanto no Iraque mais de 60% dos muçulmanos aderem a essa corrente. No território iraquiano se encontram os mausoléus de figuras reverenciadas pelos xiitas. Mas os laços entre os dois países são mais profundos. Assim como outros opositores do ex-ditador Saddam Hussein, o primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki, um xiita, viveu vários anos no Irão e é um fiel aliado político de Teerão.

Laços estratégicos unem o Irão ao eixo Iraque-Síria-Líbano na luta contra Israel. O Iraque também é um parceiro comercial importante para o governo de Teerão, submetido a sanções internacionais. O Irão quer manter a unidade territorial do Iraque porque um país aliado de maioria xiita é mais importante que uma simples região dominada pelos xiitas.

Presença militar

O Irão afirma não ter presença militar no Iraque, mas vai estudar um eventual pedido de ajuda oficial, avaliando que o exército e os voluntários iraquianos são capazes de lutar sozinhos contra os jihadistas.

Os Estados Unidos já acusaram no passado o Irão de treinar e financiar milícias xiitas no país, o que foi negado pelas autoridades de Teerão. Mas o Irão acolhe as sedes de vários movimentos xiitas que eram contrários ao governo de Saddam Hussein.

Estados Unidos e Irão já colaboraram na luta contra os talibãs no Afeganistão, em 2001. Eles também discutem sobre a situação no Iraque desde 2007. A relação entre os dois países melhorou com o actual governo iraniano, e ambos vêem o grupo jihadistas Estado Islâmico do Iraque e do Levante como um inimigo comum e uma ameaça emergente.

Segundo especialistas, a crise iraquiana é uma oportunidade para Teerão voltar a ser um actor regional de peso. (rfi.fr)

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