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Espanha. O dia em que Juan Carlos trocou de lugar com Felipe e a Espanha falhou a Copa

Ao fim de 39 anos, Juan Carlos I presidiu ao último acto oficial. Assinou o decreto da sua abdicação e depois deu o lugar na cadeira de honra ao filho

(Foto: Reuters)
(Foto: Reuters)

Com o passar da meia-noite de ontem encerrou-se o reinado de Juan Carlos I.

De tarde, no salão das colunas do Palácio Real, Juan Carlos assinou a sua última lei como monarca, a da sua própria abdicação. A seguir à assinatura – feita na mesma mesa em que Espanha assinou a adesão à então Comunidade Económica Europeia -, o rei beijou a rainha (um gesto raríssimo nos últimos tempos, em que foi público o enorme afastamento entre os dois).

Depois abraçou o filho: Juan Carlos e Felipe estavam profundamente emocionados. De seguida entregou-lhe simbolicamente o poder: quis que Felipe se sentasse na sua cadeira ao lado da rainha Sofia – a mais alta, destinada ao soberano – e o ainda rei sentou-se na que o príncipe das Astúrias tinha ocupado na cerimónia, ao lado da princesa Letizia. A seguir, as filhas dos futuros reis – Leonor e Sofia – saíram dos seus lugares, ao lado da filha mais velha do rei, Elena, e foram saudar o avô. Cristina, a outra filha do rei, envolvida no polémico caso de corrupção do instituto Nóos, não esteve presente.

O hino de Espanha ouviu-se três vezes: à entrada do rei e mais duas vezes durante a cerimónia. Foi o último grande momento público do rei – hoje quase não aparece na coroação do filho, porque lhe quer dar todo o protagonismo.

O único momento em que Juan Carlos e a mulher, Sofia, estarão lado a lado com os novos reis será quando os quatro assomarem ao balcão central do palácio real após a cerimónia no Congresso e antes de ter início uma recepção para mais de 2 mil convidados, que Felipe e Letizia querem cumprimentar um a um. Segundo a casa do rei foram convidados “uma muito ampla amostra da sociedade espanhola”, que inclui os políticos que tiveram um papel no processo de proclamação, bem como empresários, líderes sindicais, artistas e desportistas.

Ao longo das últimas quatro décadas, o salto de gigante que a Espanha conseguiu dar teve um importante impulso quando Juan Carlos assumiu, por decisão do general Franco, a chefia do Estado. Desde 22 de Novembro de 1975, quando foi proclamado diante das cortes franquistas, o homem, que então tinha 37 anos, fez questão de anunciar aos espanhóis que se dispunha a representá-los “a todos e a cada um deles, na sua história, na sua cultura e na sua tradição”. A partir do momento em que foi empossado, aplicou-se a tornar realidade aquilo que anunciou no discurso perante as Cortes: “Hoje começa uma nova etapa na história da Espanha”, uma etapa que se baseará num “efectivo consenso e acordo nacional”.

Espanha reconheceu que a intervenção do jovem rei, no início da democracia, perante os apoiantes de Franco foi um acto de coragem essencial, desiludindo quem esperava que ele dispusesse do poder de forma autoritária. O seu projecto era conduzir Espanha para uma democracia. Ontem entregou o poder. (ionline.pt)

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