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Governo desmente existência de qualquer célula de grupo terrorista em Cabo Verde

O ministro da Defesa Nacional de Cabo Verde, Jorge Tolentino, negou, terça-feira, a existência de qualquer célula de grupo terrorista no arquipélago cabo-verdiano.

 Jorge Tolentino - Ministro Defesa (rtc.cv)
Jorge Tolentino – Ministro Defesa (rtc.cv)

O governante reagia assim a uma notícia publicada na semana passada pelo jornal cabo-verdiano Expresso das Ilhas, e segundo a qual “o Governo admite a possibilidade da existência de elementos ligados às redes terroristas da seita islamita Boko Haram que aterroriza, neste preciso momento a Nigéria, e de Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) no país.

Jorge Tolentino considerou uma notícia que circulou nos últimos dias na imprensa cabo-verdiana, citando como fonte um documento governamental, como um “incidente infeliz, uma vez que, frisou, se tratava de dados de um estudo que não deveriam estar na praça pública e muito menos ter sido publicados”.

O documento, citado pelo jornal e publicado no Boletim Oficial, refere que “o país poderá estar a ser usado para trânsito, refúgio, recrutamento e treino de grupos terroristas e que o crescimento da comunidade islâmica é um fator de preocupação, na medida em que sempre existe a possibilidade de alguns aderirem e promoverem a ideologia radical”.

“Não há nenhum célula do grupo Boko Haram ou de qualquer outro grupo terrorista aqui em Cabo Verde e o nosso trabalho enquanto segurança nacional é no sentido do controlo das nossas fronteiras, dos nossos acessos por forma a que Cabo Verde jamais possa ser o refúgio ou ponto de apoio a qualquer organização terrorista”, sublinhou o governante.

Afirmou que, apesar de o arquipélago nunca ter tido registo de qualquer situação de atividade terrorista, “a sua situação geográfica e a sua fraca capacidade institucional no combate a este fenómeno, manifesta a invisibilidade do país” nesta matéria.

Porém, o documento enumerou outros fatores de risco internos e externos, nomeadamente o crescimento da comunidade islâmica, constituída tanto por estrangeiros quanto por cidadãos nacionais,  tornam Cabo Verde vulnerável à entrada de elementos ligados a grupos terroristas vindos da região do Sahel, como é o caso da AQMI e da Boko Haram.

“Do ponto de vista interno, a instalação e o crescimento da comunidade islâmica no país constitui uma preocupação na medida em que sempre existe a possibilidade de alguns aderirem e promoverem a ideologia radical”, refere o texto publicado no Boletim Oficial.

“Existem alguns indícios a respeito que transmitem mensagens ofensivas à cultura ocidental”, lê-se no texto.

No entanto o documento refere que o financiamento terrorista não é um crime autónomo em Cabo Verde, apesar de os principais bancos comerciais terem tomado “medidas para integrar as listas de indivíduos e entidades sujeitos ao regime de congelamento de bens nos seus sistemas de monitorização”.

No entanto, ainda não existe em Cabo Verde um quadro jurídico “específico ou abrangente, que regule o cumprimento das Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas nº 1267 e 1373”, relativas a esta matéria.

O documento confirma também indícios de fluxos de dinheiro nacional e internacional supostamente provenientes de atividades ilícitas, que poderão estar relacionadas com o terrorismo.

Mas, segundo o jornal Expresso das Ilhas, a Polícia Judiciária cabo-verdiana garante não haver atividades de elementos pertencentes às organizações acima mencionadas no arquipélago. (panapress.com)

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