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Seguro lamenta que Costa só apareça quando já cheira a poder. Autarca ignora

(Ricardo Castelo)
(Ricardo Castelo)

António Costa classifica críticas de Seguro como “ataques pessoais”. Líder do PS lembrou que, em 2011, autarca ficou em casa

António Costa ignorou o líder do PS e recusou responder às duras acusações feitas por Seguro de que o autarca de Lisboa esteve ausente nos momentos difíceis e só aparece quando já cheira a poder. Apesar de os ataques estarem a endurecer, Costa volta a insistir na linha de resposta a que se tem agarrado nas últimas semanas: o autarca quer evitar seguir um caminho que classifica de “ataque pessoal”.

Rodeado de militantes e simpatizantes socialistas, no Porto, o secretário-geral do PS não precisou de se referir a António Costa para que se percebesse o destinatário da mensagem, quando disse que houve um tempo para disputar o partido – no início do ano passado -, mas “ninguém mais se chegou à frente”. Talvez porque, na altura, não era tão “apetecível o poder”.

A tradição já não é o que era. Neste confronto, é o desafiante quem recusa entrar em questões “pessoais” e é o líder em funções quem joga as cartas todas na mesa, ao recuperar os fantasmas de quem pôs em causa o seu estatuto. “Faltavam quatro anos para as legislativas e o PS vinha da sua maior derrota de sempre”, lembrou Seguro, para sublinhar que, em 2011, deu o corpo às balas e arriscou concorrer à liderança do PS.

Costa não o fez. Nem há três anos, nem no início do ano passado, quando travou a fundo quando muitos o viam já para lá da linha da meta. Avança agora, “só porque já é apetecível o poder?”, questiona-se Seguro.

Já ontem, em Vizela, também num encontro com militantes socialistas, o autarca de Lisboa manteve a posição. “Eu não me afastarei do meu caminho, nem perderei tempo com questões estatutárias nem a responder a ataques pessoais e, muito menos, a fazê-los”.

António Costa prefere debater “programas e estratégias” com que o partido disputará as próximas legislativas. “Se centrarmos aí o debate, o PS será enobrecido, honrará a sua história e prestigiar-se-á. Se seguir outros caminhos, porventura não”, acrescentou o presidente da câmara da capital.

A verdade é que o desafio foi lançado e o secretário-geral respondeu presente – à sua maneira. A “clarificação” acontece, mas só no final de Setembro, através de primárias, com a escolha do próximo primeiro-ministro, não o secretário-geral. Ainda que uma coisa leve à outra, caso Costa saia vencedor do primeiro embate. É que, se Seguro abandonar o cargo, o partido terá de seguir para directas e, depois disso, para um congresso que eleja a nova direcção. Se assim for, o processo poderá arrastar-se até Outubro ou Novembro – tudo dependeria da celeridade no cumprimento dos vários passos. E, em 2015 (se não antes), há legislativas.

Questões estatutárias e um calendário dilatado para eleições internas (são mais de três meses até que Seguro e Costa se defrontem) que têm merecido críticas de vários socialistas. Ontem, o ex-ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que apoia Costa, lembrava que “cada minuto desperdiçado a adiar o inadiável será avaliado e punido pelos socialistas que querem o melhor para o seu partido e, sobretudo, para o seu país”. Ao mesmo tempo, alguns dirigentes socialistas questionam-se já sobre o estado de saúde e unidade interna em que o partido se encontrará quando o confronto estiver resolvido.

“O partido não pode ficar num estado de letargia”, alerta António Arnaut (ver texto ao lado), que prefere não apoiar nenhum dos candidatos. António Campos, outro histórico do PS e apoiante de Costa, defende que ao “agarrar-se” aos estatutos, a direcção do PS “atrasa a solução política que o PS e Portugal exigem”. E avisa, num texto nas redes sociais, que a “rebelião das bases” pode “continuar a crescer e transformar-se-á em revolta”. (ionline.pt)

por Pedro Rainho

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