InicioVidaSaúdeEpilepsia continua conotada com mitos e inverdades - admite médica

Epilepsia continua conotada com mitos e inverdades – admite médica

Chefe de Departamento de Neurologia do HMP IS (Foto: Lino Guimarães)
Chefe de Departamento de Neurologia do HMP IS (Foto: Lino Guimarães)

A epilepsia continua a ser uma patologia conotada com alguns mitos e inverdades, colocando em risco a vida dos que sofrem desta doença, admitiu hoje, segunda-feira, em Luanda, a chefe de Departamento de Neurologia do Hospital Militar Principal, médica Antónia Silva.

Em declarações à Angop, à margem da primeira Reunião sobre Epilepsia, realizada hoje, segunda-feira, sob o lema “Vamos tirar a Epilepsia da Sombra”, disse que a sociedade desconhece os perigos e cuidados a ter com essa doença, o que também se estende para alguns técnicos.

Referiu assistirem nas suas urgências e internamentos diversos casos de epilepsia, daí a necessidade de se falar um pouco mais sobre o assunto, de modo a dar a conhecer ao corpo clínico sobre as possiblilidades de encontrar diagnóstico.

Salientou que as pessoas não devem ter a ideia de que a epilepsia é tratada apenas por um neurologista, mas também por um clínico geral.

Por esta razão, enfatizou, resolveu-se realizar a actividade para os clínicos gerais compreenderem um pouco mais sobre a enfermidade e colaborarem positivamente a nível periférico.

Sem avançar números estatísticos, frisou que a seguir ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), a epilepsia é o segundo caso de internamento no banco de urgência do Hospital Militar Principal.

Apelou à população, em particular, aos técnicos de saúde a procurarem obter maior informação, sobre esta patologia acrescentando que o doente de epilepsia é estigmatizado, sofrendo limitações sobretudo no sector da educação, garantindo que esta doença pode ser controlada e o enfermo levar uma vida normal como qualquer pessoa.

Definiu a epilepsia como um conjunto comum e diversificado de desordens neurológicas caracterizadas por descargas eléctricas anormais dos neurónios, as quais podem gerar convulsões.

Esclareceu existir várias causas para a epilepsia, pois muitos factores podem lesar os neurónios que são as células nervosas ou o modo como estes se comunicam entre si e os mais frequentes são traumatismos cranianos, provocando cicatrizes cerebrais

Ressaltou haver vários tipos de epilepsia, nomeadamente, a epilepsia secundária ou sintomática, epilepsia piridoxina-dependente e a epilepsia de desencadeamento de crises.

Participaram do encontro, médicos, estudantes do Instituto Superior de Medicina afecto ao Hospital Militar Principal, entre outros convidados. (portalangop.co.ao)

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