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Crise: Portugal na lista de países em que suicídios subiram

(Getty Images)
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Estudo inédito de Oxford que prova uma relação entre crise económica e suicídio revela que em Portugal o número de suicídios estava a diminuir até à chegada da recessão

Portugal faz parte da lista de países em que o suicídio mais aumentou desde o começo da crise económica. A conclusão é do grupo de investigadores da Universidade de Oxford que publicou o estudo “Economic suicides in Europe and North America’s great recessions” na revista britânica de psiquiatria no final da semana passada. O trabalho, a que o i teve acesso, estabelece uma relação entre o aumento das taxas de suicídio e a recessão económica em 24 países da Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Segundo Aaron Reeves, Martins MacKee e David Stuckler, Portugal integra o grupo dos países em que se verificou uma das maiores subidas no número de suicídios entre 2008 e 2010. Apesar de, sublinha o estudo, a taxa de suicídio entre a população portuguesa até ter conhecido uma tendência de diminuição nos anos anteriores. A investigação, que cruzou os indicadores económicos de cada Estado com as estatísticas sobre este fenómeno, permitiu identificar quatro comportamentos distintos, sem detalhar os dados para cada país. Nos Estados Unidos e na Polónia, o número de suicídios já estava a aumentar e a crise serviu para acelerar essa subida. No Canadá, o fenómeno estava estabilizado, mas aumentou com a chegada da recessão económica.

Já em países como Portugal, Bulgária, República Checa, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Holanda, Roménia, Eslovénia, Espanha e no Reino Unido, as taxas de suicídio estavam a diminuir antes da recessão económica e aumentaram a partir de 2008. Por fim, o estudo identificou um quarto grupo, onde não se verificaram alterações. É o caso da Áustria, da Suécia e da Finlândia.

Outro dos indicadores obtidos comprova que os homens são muito mais vulneráveis ao fenómeno. Entre 2008 e 2010, houve cinco vezes mais suicídios de homens do que de mulheres. Uma conclusão que está em consonância com o que os estudos teóricos e empíricos há muito defendem. “Os homens são mais frágeis do ponto de vista psicológico do que as mulheres e têm tendência a viver mais isolados”, explica o psiquiatra Luiz Gamito, presidente do Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos. Além disso, muitos suicídios estão relacionados com abusos de substâncias como o álcool, cujo consumo é mais frequentes junto da população masculina. Para calcular o número de “suicídios económicos”, os investigadores britânicos tomaram como referência os suicídios ocorridos em 2007. A partir daí, calcularam o excesso de mortes nos 26 países nos anos de 2008, 2009 e 2010. (ionline.pt)

por Rosa Ramos

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1 COMENTÁRIO

  1. Os políticos criam estes desenvolvimentos de fogo de palha baseado em endividamento e depois quando a bolha estoura, os esquerdistas culpam o capitalismo, apesar de eles apoiarem estes estímulos de endividamento. Foi o que ocorreu antes de 2008.

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