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Cidadão chinês gravemente ferido em emboscada da Renamo no centro de Moçambique

Uma parte das 135 viaturas que integravam a coluna de sábado foi retida em Muxúnguè, depois de ser forçada a regressar e só seguiu viagem no domingo

 Moçambique (Foto:André Catueira/Lusa)
Moçambique
(Foto:André Catueira/Lusa)

Um cidadão chinês ficou hoje “gravemente ferido” durante uma emboscada de homens armados ligados à Renamo à coluna de viaturas escoltada pelo exército, na região de Zove, Sofala, centro de Moçambique, disseram à Lusa militares e viajantes.

“O cidadão chinês foi alvejado na cabine do camião que transportava toros de madeira para Maputo. Tem balas alojadas no corpo e foi levado para primeiros socorros no Hospital de Save”, disse à Lusa, por telefone, um militar integrante da escolta.

A coluna de viaturas foi emboscada 45 minutos depois de deixar Muxúnguè para Save – um troço de escolta militar obrigatória -, supostamente por homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, que se confrontam com o exército desde abril de 2013, quando eclodiu a tensão político-militar na região.

“A coluna não parou depois que foi emboscada, e quando chegámos a Save havia dois carros pequenos com vidros partidos e um camião carregado de madeira crivado de balas na porta”, contou à Lusa uma viajante.

No sábado, dois civis ficaram feridos quando a coluna foi dividida a meio, minutos depois de ser emboscada na mesma região, subindo para três militares mortos, 31 feridos, 16 dos quais civis, o balanço dos confrontos nas últimas duas semanas.

Uma parte das 135 viaturas que integravam a coluna de sábado foi retida em Muxúnguè, depois de ser forçada a regressar e só seguiu viagem no domingo.

Há duas semanas, as ofensivas foram intensificadas no troço de 100 quilómetros entre Save e Muxúnguè, na principal estrada que liga o sul e centro de Moçambique, quando a Renamo suspendeu o cessar-fogo unilateral, em protesto contra o avanço das tropas do Governo na serra da Gorongosa, onde se supõe esteja refugiado o líder do partido, Afonso Dhlakama.

Um impasse sobre a paridade nas Forças de Defesa e Segurança e a desmilitarização do braço militar do movimento agudiza o pior momento de tensão político-militar que Moçambique vive 21 anos após a assinatura dos acordos de Roma, que puseram fim a 16 anos de guerra entre a Renamo e o Governo. (ionline.pt)

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