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Fronteira com o Congo é verificada

A Comissão de Verificação de Fronteiras de Angola e Congo Brazzaville analisou ontem, em Dolisie, a proposta de criação de duas subcomissões para o cumprimento da verificação das fronteiras marítima, terrestre e fluvial que divide os dois países.

(Foto: Rafael Tati)
(Foto: Rafael Tati)

Em declarações à imprensa angolana na cidade de Dolisie, o embaixador e chefe da delegação, Joaquim do Espírito Santo, disse que a reunião analisou o grau de cumprimento das decisões tomadas pelos ministros das Relações Exteriores de Angola e dos Negócios Estrangeiros do Congo Brazzaville durante o encontro realizado em Cabinda, nos dias 15 a 16 de Março.

De acordo com o director para África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores, na reunião de Cabinda, que  juntou os dois ministros, foi criada uma comissão que se encontra pela primeira vez em Dolisie para criar duas subcomissões.

A primeira subcomissão vai encarregar-se da verificação da fronteira marítima e a segunda tem a responsabilidade das fronteiras terrestre e fluvial.

O encontro de Dolisie, que terminou ontem, tem como missão elaborar um programa de actividades que vai determinar o funcionamento interno da comissão, que também vai apreciar o projecto do cronograma de actividades com vista a dar cumprimento às orientações dadas pelos chefes das diplomacias de ambos os países.

O diplomata avançou que a verificação de fronteiras não vai só incidir nas áreas de incidentes, mas vai procurar fazer uma verificação de fronteira ao longo de toda a área que separa os dois países (terrestre, fluvial e marítima).

“Esta é a missão fundamental traçada para que a comissão possa efectivamente trabalhar de acordo com o programa a ser aprovado\”, explicou. Perguntado sobre a avaliação da actual situação da zona fronteiriça de Pangui, onde ocorreu um incidente em 2013 entre as polícias de guarda fronteiras dos dois países, Joaquim do Espírito Santo disse que tudo está ultrapassado.

“Já existe compreensão entre as partes e o bom senso prevaleceu. Somos obrigados a coabitar juntos, porque somos vizinhos e neste contexto temos de continuar a criar as condições para a boa vizinhança”, assegurou.

“Esta reunião está dentro das orientações que recebemos, porque vai contribuir para a criação de um ambiente desejado para que aconteça a reunião bilateral. Foi recomendado na altura que vai ter lugar em Brazzaville em datas a acordar ainda este ano”, acrescentou o director para África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores.

As delegações ao encontro são chefiadas pelo embaixador Joaquim do Espírito Santo, pela parte angolana, e pela congolesa o prefeito e director para assuntos locais e descentralização do Ministério do Interior do Congo Brazzaville, Charles Ngafoumou. (sapo.ao)

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