- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Angola Europa: Juncker pode renunciar à candidatura para líder da Comissão

Europa: Juncker pode renunciar à candidatura para líder da Comissão

(ionline.pt)
(ionline.pt)

O candidato do Partido Popular Europeu para suceder a Durão Barroso já terá dito a Angela Merkel que está disponível parauma renúncia voluntária à candidatura que está a levantar forte oposição entre os dirigentes europeus, que têm quatro alternativas em

A minicimeira europeia a quatro terminou ontem na casa de férias do primeiro–ministro sueco, em Harpsund, perto de Estocolmo, com a chanceler alemã, Angela Merkel, a reafirmar o seu apoio ao candidato do PPE à presidência da Comissão Europeia e deixando um recado a David Cameron: “As ameaças não são os meios adequados para usar aqui.” Os dirigentes devem “agir no espírito europeu e as ameaças não fazem parte desse espírito”.

O alerta de Merkel surge devido às referências do primeiro-ministro britânico a uma possível saída do Reino Unido da União Europeia se Juncker fosse nomeado para dirigir o executivo europeu, o que começaria pela realização de um referendo no país. Cameron tem sido o maior opositor da nomeação do ex-primeiro-ministro luxemburguês, que considera demasiado europeísta e federalista, uma tendência que Cameron quer travar, especialmente depois da vitória do Ukip, o partido britânico eurocéptico, nas eleições europeias. Mas a estratégia de Merkel tem deixado dúvidas sobre a sua opinião, já que tanto defende o candidato do PPE como destaca a importância do Reino Unido na União, sabendo-se que a líder germânica não tem muito boas relações com Juncker.

Nos últimos dias já havia referências a que fosse o próprio Jean-Claude Juncker a encontrar a solução, que passaria pela sua desistência da corrida a Bruxelas, o que era desmentido pelos membros do seu gabinete. O diário alemão “Hannover Allgemeine Zeitung”, adiantava ontem que o próprio Juncker já manifestou a Merkel a sua disponibilidade para uma “renúncia voluntária”, principalmente depois de saber que nesta cimeira Cameron, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, e o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, se opuseram fortemente à sua nomeação.

Depois de dois dias de reunião a quatro, Merkel disse ontem na conferência de imprensa que “esse não foi o tema” em Harpsund, onde os quatro chefes de governo teriam discutido mais a estratégia para a Europa, sem nomes em cima da mesa. No entanto, ontem já havia outras alternativas apontadas, sendo o dirigente sueco uma delas. Os chefes de goveno da Irlanda, Enda Kenny, da Finlândia, Jyrki Katainen, da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, e o ministro polaco dos Negócios Estrangeiros, Radolaw Sirkorski, eram outros nomes referidos.

Alternativa sueca O convite para realizar esta cimeira na Suécia levou os analistas, especialmente os suecos, a admitirem a possibilidade de o próprio Fredrik Reinfeldt ser uma das alternativas a Juncker, apesar de a negociação no Conselho Europeu poder ser mal recebida pelo eleitorado europeu, que votou nas últimas europeias com o apelo de que escolheria também o presidente da Comissão.

Membro do PPE e à beira de eleições legislativas, que as sondagens dizem que poderá perder, Reinfeldt é visto como uma solução viável. Está há sete anos no governo e é responsável por uma mudanças na Suécia, um dos países conhecidos por ter um dos estados sociais com taxas mais altas. Reinfeldt já dizia ao “Financial Times”, em Março de 2013, que “a Suécia era conhecia como o país com o recorde de taxas mais altas”. O IRS representava então uma fatia de 51%, que a coligação de Reinfeldt baixou para 44%. Mas o primeiro-ministro sueco não considera que a solução que Estocolmo encontrou para dar mais competitividade à economia e ter um Estado social eficaz seja um modelo aplicável em qualquer lado. “Este modelo não se encontra em nenhum livro. A Suécia tem um contrato social com empresas desde muito cedo na sua história e o país tem passado por reformas nos últimos 20 anos.”

Em 2013, Reinfeldt deixava uma sugestão para enfrentar a crise financeira: “Façam uma lista. Em primeiro lugar, não cubram as perdas dos bancos, reestruturem-nos. Em segundo lugar, não subsidiem empresas em dificuldades. Dêem recursos aos empregados da empresa, mas não à empresa directamente. Se os investimentos estiveram certos, mesmo uma economia em dificuldades vai ter empregos criados.” Em terceiro lugar estão os cortes aos benefícios: “Antes apoiávamos as reformas antecipadas, agora aliviámos as finanças públicas com incentivos para participarem no mercado de trabalho”, defendeu. O dirigente sueco entende ainda que é “vital não fazer cortes em áreas essenciais. Apoiámos as ambições de hospitais e escolas, mas fomos muito duros com os bancos”. As maiores críticas ao seu governo têm sido feitas a propósito do desemprego jovem, da integração de imigrantes, que levou a uma subida da extrema-direita, e a política de privatizações, com foco em hospitais, lares de idosos ou escolas, sob acusações de que estava a pôr o lucro à frente do bem público. A isso Reinfeldt responde que introduziu “a escolha”, mas que a Suécia “continua a ter um sistema de educação aberto a todos e gratuito, em que as universidades não têm propinas”.

Num país tradicionalmente aberto aos refugiados, Reinfeldt mostra-se receptivo a lidar com este movimento, tendo visitado o subúrbio de Södertälje, que tem o dobro dos iraquianos dos Estados Unidos no seu conjunto. “Gosto de falar com empreendedores, os imigrantes”, afirma.

Candidatos

Enda Kenny, o homem dos consenso s

No fim de 2013, o primeiro-ministro irlandês dizia que não estava disponível para a presidência da Comissão Europeia, mas continua a ser dado como uma hipótese,
até pelo sucesso que teve na Irlanda e nas negociações sobre o orçamento da União Europeia, quando Dublin teve a presidência dos 28. Nascido em 1951, assumiu a presidência do governo com uma coligação entre o seu partido, Fine Gael, e os trabalhistas, defendendo os direitos e as responsabilidades de todos os cidadãos. Foi antes ministro do Turismo e da Educação e chegou a trabalhar como professor de escola primária. É tido como um homem capaz de construir consensos e sem medo de tomar decisões difíceis, como as que tomou sobre a economia e orçamentos irlandeses.

Jyrki Katainen, o melhor ministro das Finanças de 2008

É um primeiro-ministro em funções e por isso também se diz fora das escolhas para suceder a Barroso, mas anunciou que deixa o governo ainda em Junho, o que o deixa em boa posição para rumar a Bruxelas. Nasceu em 1971, fala inglês, francês e sueco, e em 2008 foi destacado pelo “Financial Times” como o melhor ministro das Finanças da UE. Formado em Ciências Sociais, politicamente defende “a liberdade, a igualdade de oportunidades, a educação, o encorajamento e a tolerância”, sendo visto como um político pragmático em áreas como a energia, resgates a países da zona euro e imigração, dizendo mesmo que a Finlândia estaria melhor se tivesse uma base maior de trabalhadores imigrantes. Casado, tem dois filhos e é um desportista, já tendo terminado uma maratona em menos de quatro horas.

Helle Thorning-Schmidt, uma outsider sem euros

A perda de popularidade do seu governo na Dinamarca tem-lhe retirado apoio, mas ainda é dada como uma candidata possível para a Comissão Europeia. Contra
ela tem ser de um país que não faz parte da zona euro, pelo que é também apontada à presidência do Conselho Europeu. Além do dinamarquês, fala fluentemente inglês e francês e é formada em Ciência Política pela Universidade de Copenhaga. Foi eurodeputada com 32 anos, entre 1995 e 2005, deixando o Parlamento Europeu quando foi eleita para o parlamento dinamarquês. Um ano depois era a líder dos sociais-democratas. Perdeu as eleições em 2007, mas foi eleita em 2011. Tinha como bandeiras os temas das desigualdades sociais, o aquecimento global e a assistência social.

Radosław Sikorsi, um diplomata quase com cargos à escolha

A sua visão dos assuntos europeus tem-lhe dado destaque na UE, mesmo com as críticas feitas ao Reino Unido pelas políticas britânicas sobre a Europa.
É dado como um nome “presidenciável”, mas também como uma boa hipótese para comissário europeu. No entanto, pode estar à espera de um outro cargo de maior importância, como secretário–geral da ONU. Estudou Filosofia, Política e Economia em Oxford. Foi-lhe concedido asilo político em 1982, teve a nacionalidade britânica em 1987, a que renunciaria em 2007. Regressou à Polónia em 1989, lançando então uma campanha para o país se tornar membro da NATO. É ministro dos Negócios Estrangeiros desde 2007 e em 2012 a revista “Foreign Policy” incluiu-o na lista dos 100 maiores pensadores mundiais. (ionline.pt)

por Filipe Morais

- Publicidade -
- Publicidade -

Ministra de Estado avalia projectos paralisados

A ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, avaliou, ontem o grau de execução física de alguns projectos de impacto social no Huambo,...
- Publicidade -

Tribunal absolve activistas detidos no Uíge que acusam a polícia de tortura

Um deles conta que agentes da polícia fracturam-lhe a perna e o braço numa cela do tribunal Os três membros do projecto político CRENTES-PJ, liderado...

Parlamento anula transferência de 476 milhões do Fundo de Resolução para Novo Banco

Proposta do BE foi aprovada com votos a favor do PSD, PCP e PAN. O PS acusou já de madrugada o PSD de “irresponsabilidade...

Euclides da Lomba no “Conversas Acústicas”

O músico Euclides da Lomba é o convidado do programa Conversas Acústicas, a decorrer domingo, no Espaço Luanda. O evento consiste em noites multiculturais de...

Notícias relacionadas

Ministra de Estado avalia projectos paralisados

A ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, avaliou, ontem o grau de execução física de alguns projectos de impacto social no Huambo,...

Tribunal absolve activistas detidos no Uíge que acusam a polícia de tortura

Um deles conta que agentes da polícia fracturam-lhe a perna e o braço numa cela do tribunal Os três membros do projecto político CRENTES-PJ, liderado...

Parlamento anula transferência de 476 milhões do Fundo de Resolução para Novo Banco

Proposta do BE foi aprovada com votos a favor do PSD, PCP e PAN. O PS acusou já de madrugada o PSD de “irresponsabilidade...

Euclides da Lomba no “Conversas Acústicas”

O músico Euclides da Lomba é o convidado do programa Conversas Acústicas, a decorrer domingo, no Espaço Luanda. O evento consiste em noites multiculturais de...

PF investiga crimes na Petrobras em nova fase de Lava Jato

Autoridades cumprem dois mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis e Aruruama, ambas cidades do Rio de Janeiro A PF deflagrou na última...
- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.