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Todos os partidos britânicos são contra Juncker na presidência da Comissão Europeia

(ionline.pt)
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Impasse na nomeação do sucessor de Durão Barroso está a abrir ainda mais a ferida do eurocepticismo que as eleições europeias puseram a descoberto

Contra a ausência de consenso (até agora) entre líderes europeus quanto ao próximo líder da Comissão Europeia, Westminster está mais unida do que nunca. Segundo David Cameron não há dentro da casa parlamentar britânica qualquer partido que apoie a nomeação de Jean-Claude Juncker para suceder a Durão Barroso.

A declaração vitoriosa do líder britânico, cada vez mais empenhado na campanha anti-Juncker entre os homólogos dos 28 estados-membros, surgiu ontem à tarde, pouco depois de o Partido Trabalhista, o principal da oposição ao seu Partido Conservador, ter dito que se o ex-primeiro-ministro do Luxemburgo conseguir o cargo à frente do executivo da União Europeia irá tornar a adopção de reformas comunitárias “mais difícil”.

A promessa dos eurodeputados trabalhistas chumbarem o nome de Juncker se for essa a nomeação a seguir para votação no Parlamento Europeu dá ainda mais fôlego ao empenho de Cameron e dos líderes da Suécia e da Holanda para encontrar uma alternativa a Juncker, numa altura em que aumentam os rumores de desistência por parte do luxemburguês perante a pressão.

Esse cenário fez lançar ontem nos media um frenesim para, nas palavras do “The Independent”, descobrir “quem será o próximo líder da Europa”. Segundo o jornal britânico, duas mulheres estão a emergir em força na lista de potenciais nomeados por oposição a Juncker: a primeira-ministra da Dinamarca e a presidente da Lituânia, país que a actual Comissão Barroso sugeriu há pouco que passe a integrar a moeda única, já a 1 de Janeiro de 2015.

A juntar à lista, quiçá a encabeçá-la depois do protagonismo que assumiu ontem neste debate, surge Fredrik Reinfeldt, o líder sueco menos europeísta que Juncker mas aparentemente mais cauteloso que Cameron e o holandês Mark Rutte na condenação do federalismo europeu.

O impasse na nomeação de um candidato que angarie o máximo de consenso não só está a ameaçar mergulhar a Europa numa crise institucional como põe a descoberto a ferida que os estados-membros da UE abriram com mais força do que nunca nas eleições europeias do passado dia 25 de Maio.

O facto a que ninguém pode escapar neste momento, com ou sem Juncker à frente do executivo comunitário, é que os europeus estão cada vez mais unidos contra a União criada em seu nome. A vitória estrondosa do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP) há um mês, destronando todos os grandes partidos instituídos, bem como a vitória da Frente Nacional de extrema-direita de Le Pen em França e de ganhos importantes de partidos igualmente eurocépticos na Áustria, Dinamarca, Grécia, Hungria e Holanda prova que o Reino Unido deixou de estar sozinho nas suas dúvidas quanto ao sucesso e às capacidades do bloco europeu.

Há menos de uma semana, Juncker escreveu no seu Twitter que está “mais confiante do que nunca” que vai ser “o próximo presidente da Comissão Europeia”. Se os rumores da sua desistência forem apenas rumores, e o luxemburguês conseguir de facto agarrar o lugar de Barroso, existe o risco imediato de o Reino Unido sair da UE mesmo sem o referendo prometido por Cameron para 2017. Foi essa a ameaça feita pelo primeiro-ministro britânico, que ao contrário de Juncker, está a alcançar cada vez mais apoios para a sua causa.

O eixo franco-alemão, que no passado falhou em conseguir que as suas nomeações europeístas à liderança da Comissão chegassem a bom porto, tem cada vez mais rivais. A forma como o processo de escolha do sucessor de Durão Barroso decorrer e terminar, um que os analistas auguram que só estará fechado no Outono, irá ditar em muito o futuro da União e, por conseguinte, dos seus 28 estados-membros. (ionline.pt)

por Joana Azevedo Viana

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