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Pais do soldado libertado pelos talibãs ameaçados de morte

Desde que foi libertado pelos talibãs no Afeganistão, o sargento Bowe Bergdahl ainda não contactou a família, apesar de o poder fazer. Entretanto, as autoridades norte-americanas estão a assegurar a proteção dos pais.

(Foto: Alexandre Costa)
(Foto: Alexandre Costa)

O FBI está a dar grande importância às ameaças de morte de que são alvo os pais do sargento Bowe Bergdahl, o soldado norte-americano libertado a 31 de maio no Afeganistão mediante a troca por cinco comandantes talibãs que estavam detidos em Guantánamo.

As autoridades norte-americanas estão a assegurar a proteção de Bob e Jani Bergdahl, que não são vistos em público desde que apareceram com o Presidente Obama durante o anúncio da libertação do filho.

“Há quatro e-mails específicos com ameaças de morte que foram entregues ao FBI, que os está a analisar”, afirmou Jeff Gunter, chefe da polícia de Hailey, cidade norte-americana de Idaho onde a família reside.

Ameaças recebidas no mesmo dia do cancelamento das celebrações

O FBI está a colaborar com as autoridades locais para determinar a origem das ameaças recebidas na passada quarta-feira, dia em que as autoridades da cidade anunciaram o cancelamento das celebrações da libertação do sargento Bowe Bergdahl devido a motivos de segurança.

Durante os cinco anos em que o seu filho permaneceu cativo no Afeganistão, Robert Bergdahl fez de tudo para convencer os talibãs a libertarem-no. Memorizou o Corão, deixou crescer a barba e trocou mensagens com elementos do grupo afegão.

Após a libertação, aumentaram os rumores de que Bowe Bergdahl havia abandonado o seu posto e desertado antes de ter sido capturado pelos talibãs. O que acentuou as críticas contra o acordo de troca de prisioneiros que permitiu a sua libertação.

Seis elementos do seu pelotão morreram durante as buscas e há quem o acuse de ser indiretamente responsável.

 

“A partida de Bergdahl mudou a missão”

“O que está em causa é que esses soldados que foram mortos não estariam naquele local se Bergdahl não se tivesse ido embora”, afirmou o sargento Evan Buetow, que foi responsável pelo pelotão. “A partida de Bergdahl mudou a missão”, referiu à CNN.

Alguns militares consideram também que a missão de salvamento levou a um maior envolvimento com a população local, o que os deixou mais vulneráveis a ataques.

Entretanto, Bergdahl continua a receber assistência num hospital militar norte-americano em Landstuhl, Alemanha, onde permanece isolado e a passar por um complicado processo de reintegração.

O soldado está a lidar com problemas emocionais e ainda não contactou com os pais, apesar de o poder fazer quando quiser.

Bergdahl disse aos médicos que foi mantido isolado durante semanas numa cela de metal escura após ter tentado escapar, segundo refere o “New York Times”.  (sapo.pt)

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