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Docente quer inserção das línguas nacionais em todos sectores da vida nacional

O professor António Chamuhongo exortou hoje, segunda-feira, em Luanda, a inserção em todos os sectores da vida nacional a utilização oral e escrita das Línguas Nacionais, de modo a que o trabalho da escola (o ensino das línguas) tenha continuidade nas cidade e no campo.

Docente quer línguas nacionais em todos os sectores (Foto: Lucas Leitão)
Docente quer línguas nacionais em todos os sectores (Foto: Lucas Leitão)

António Chamuhongo, que falava à Angop sobre a importância das línguas nacionais no sistema de ensino, disse ser igualmente necessário formar-se cada vez mais quadros de nível básico, médio e superior em linguística, tradutologia, métodos de ensino e aprendizagem das Línguas Nacionais.

O professor defendeu ainda que se deve traduzir um número cada vez maior de documentos importantes em todas as línguas nacionais, como exemplo a recente tradução do discurso do presidente da República, José Eduardo dos Santos, à nação, bem como incentivar os criadores em diversas arte, designadamente música, teatro, cinema, literatura,  a criarem produtos diversos utilizando as línguas nacionais.

António Chamuhongo fez saber que o  Ministério da Educação, por sua vez, tem produzido manuais escolares e formado professores para o ensino das Línguas Nacionais, ao nível nacional, por regiões de localização das línguas.

Questionado se teme pelo não uso daqui há mais algum tempo das línguas nacionais, o interlocutor respondeu que não, argumentando que numa observação simplista parece haver cada vez mais jovens a falar mais português, mas devido a vergonha que muitos ainda nutrem pelo uso das Línguas Nacionais herdada da descriminação colonial, embora muitos jovens não viveram a descriminação colonial pelo que é o meio e o esforço escolar que está a determinar esse comportamento.

“Os que nasceram em 1975 têm hoje 39 anos. São 39 anos de promoção escolar da Língua Portuguesa. Trinta e nove anos de espera pela inserção das línguas nacionais no currículo escolar. Na era colonial as línguas resistiram mais tempo, mesmo com decretos que proibiam o seu uso. Hoje não há decretos de proibição. Por isso não tememos que as línguas nacionais não venham a ser usadas daqui a algum tempo, antes pelo contrário, tal como nós há cada vez mais pessoas interessadas no uso oral e escrito das línguas nacionais em Angola e no mudo”, referiu.

Disse, por outro lado, que a Unesco tem dedicado conferências sobre a problemática do uso das línguas maternas em África desde 1961. Resta levar-se avante a inserção das Línguas Nacionais no ensino, criar instrumentos que possibilitem o seu uso em diversos níveis de ensino e da vida nacional.

Com relação aos investimentos que devem ser feitos a este nível, o professor salientou  serem grandes investimentos a longo prazo, pois são necessárias avultadas somas em moeda nacional e estrangeira para desenvolver parcerias internas e externas que resultem na formação do homem em geral.

Um homem, frisou,  que tolere o uso das Línguas Nacionais e empreste o seu saber na produção da literatura diversa em Línguas Nacionais, que suporte, apoie e justifique o ensino e aprendizagem das mesmas, na escola e na família, que suporte, ajude e contribua com o seu saber na produção de leis e decretos que revoguem os decretos e Leis coloniais em matéria do uso das Línguas Nacionais de formas a colmatar o vazio que existe nesse campo com vista ao aumento de falantes, a conservação e ao desenvolvimento das Línguas. (portalangop.co.ao).

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