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Líder da Renamo ameaça dividir Moçambique

Afonso Dlhakama, líder da RENAMO, na oposição em Moçambique (Miguel Martins/RFI)
Afonso Dlhakama, líder da RENAMO, na oposição em Moçambique
(Miguel Martins/RFI)

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, numa interacção por teleconferência, com os líderes religiosos baseados em Maputo ameaçou dividir o país se o governo não aceitar a paridade nas forças de defesa e segurança e acusou ainda os líderes religiosos de de serem coniventes com o executivo.

Foi com um tom de voz agastado que o líder da Renamo, principal força de oposição, ameaçou dividir país em dois, isto se o governo moçambicano não aceitar a paridade nas forças de defesa e segurança. A ameaça não é nova, mas desta vez a mensagem foi enviada para os líderes religiosos baseados em Maputo que ouviram as palavras de Afonso Dhlakama através de teleconferência. ” Nós estamos cansados e a Frelimo não nos quer ouvir, perguntem ao Guebuza onde é que ele quer colocar os homens da Renamo, ou então vamos dividir isto. O Sudão dividiu-se, a Alemanha Federal com a Alemanha Democrática estavam divididas, Coreia do Norte e Coreia do Sul. Por causa dessas brincadeiras de regimes que maltratavam os outros”.

O líder da Renamo justificou ainda os recentes confrontos na estrada nacional nº1 como resposta às incursões das tropas governamentais e responsabilizou as congregações religiosas pela actual situação de tensão político-militar que se vive em Moçambique. “Avisamos que ele está a mandar contingentes mas ninguém ligava, nem vocês os religiosos e agora é que estão a chorar! Vocês também não são sérios”.

Apesar do discurso amargo, o presidente do principal partido da oposição diz ser pela paz e aos líderes religiosos deixou um último apelo para que sensibilizem o governo para terminar com acções que prejudiquem o desenvolvimento no país.

Na Irlanda, onde prossegue a visita oficial, o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, acusou o líder da Renamo de inventar problemas para satisfazer os seus interesses pessoais à custa dos moçambicanos e disse que os homens armados da oposição “acordam todos os dias para matar os seus irmãos”.

Recorde-se que esta semana a Renamo anunciou suspensão do cessar-fogo que tinha anunciado recentemente para travar os confrontos com o executivo moçambicano num conflito que já dura desde há já vários meses. (rfi.fr)

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