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Amoreiras: O shopping que se tornou spot turístico

(Foto: D.R.)
(Foto: D.R.)

O ano era 1985. Krus Abecassis era o presidente da câmara que permitira que se construíssem as polémicas torres desenhadas por Tomás Taveira, onde se inaugurava o primeiro shopping center do país. E como nunca se tinha visto nada assim – nem pela arquitetura nem pelo conteúdo -, faziam-se romarias de todo o país, rumo a Lisboa, para conhecer as Amoreiras.

Vinte e nove anos depois, a romaria é outra e o público também. O centro comercial soube modernizar-se, fez um upgrade às lojas e às marcas que ali têm residência e, por consequência, o público mudou. Agora, camionetas, só de turistas com um poder de compra razoável. Chineses, brasileiros, angolanos e russos. É a este target, que já representa 5% dos cerca de 11 milhões que em média visitam o centro, que se dirige a nova campanha criada pela Born para assinalar os 29 anos das Amoreiras. Mas não só. “Voltámos às raízes, à ideia da paixão dos lisboetas pelo Amoreiras e do Amoreiras pela cidade”, diz Nelson Leite, diretor-geral do centro gerido pela Mundicenter, recordando campanhas que tinham como mensagem o Amoreiras no “coração dos alfacinhas”. Agora com um twist.

A campanha de lançamento do Centro Comercial nos anos 80

A campanha, que arranca a 10 de junho (Dia de Portugal e das Comunidades), faz a ligação entre o centro comercial e outros pontos turísticos de Lisboa. Afinal, o complexo de quatro torres, criado na década de 80, que reúne lojas, habitação, escritórios e até uma capela, é um “marco da arquitetura portuguesa”. “Queremos colocar o Amoreiras Shopping como um ícone da cidade, como a Torre de Belém ou os Jerónimos”, diz Nelson Leite. E assim a modelo da L”Agence que representa a marca surge na campanha junto ao Padrão dos Descobrimentos. Símbolo mais virado virado para um público internacional é difícil.

Desde há cinco anos que a Mundicenter tem vindo a divulgar as Amoreiras no exterior. Brasil, Angola e, mais recentemente, China estão na mira. Para este mercado de muitos milhões, a Mundicenter mandou até produzir em Macau um folheto em mandarim. Antes de embarcar, já os turistas sabem que em Lisboa há umas torres cor–de-rosa onde podem encontrar marcas como a Trussardi. E perante a concorrência da vizinha Avenida da Liberdade, Nelson Leite fala em segurança (envolvendo “centenas de pessoas”) e facilidade de arrumar o carro (“temos até o estacionamento VIP”). “Algo que as lojas de rua na Avenida gostariam de poder oferecer aos seus clientes”, diz.

Quase trinta anos depois, o centro comercial está num mercado “maduro”. Novos e maiores shoppings surgiram em Lisboa. O Colombo, por exemplo, tem quatro vezes maior dimensão do que os 26 mil metros quadrados de área das Amoreiras. Uma desvantagem? Nem por isso. “Não ser nem muito grande nem muito pequeno, não se ser atropelado por multidões” são aspetos valorizados pelos visitantes, garante Nelson Leite. E depois, claro, há as lojas de marca. Das 330 lojas do início, a Loja de Meias é a grande referência que se mantém. Os espaços alargaram-se, perderam-se cem referências em nome da qualidade. “Há 20 anos, uma loja tinha em média 30 metros quadrados; fruto da evolução do comércio, hoje cada uma tem facilmente o dobro da dimensão. A Hugo Boss, por exemplo, são seis lojas antigas.”

E o centro também se está a abrir à cidade. Durante quase três décadas, na área da restauração eram as cozinhas que se viravam para Lisboa – os visitantes só viam o espaço interior. Até ao final do ano, no âmbito de um investimento de “muitos milhões” na renovação do espaço, “vão começar a desfrutar dessa vista”. Trabalho que não envolve Tomás Taveira. “Não podemos mexer na arquitetura, são mudanças apenas de decoração”, diz Nelson Leite, assegurando que as relações com o arquiteto são “boas”. “É sempre convidado quando fazemos eventos.” E aparece? “Está sempre na nossa lista VIP.” (dinheirovivo.pt)

 

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