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Álvaro Beleza “António Costa representa o regresso de muito do que foi o José Sócrates”

(José Fernandes)
(José Fernandes)

O secretário nacional do PS diz que Costa foi “empurrado” pelos que se preocupam em ser deputados

A campanha interna do PS está na rua e Álvaro Beleza estreia aquele que será um dos argumentos de campanha do lado do actual líder: colar o adversário António Costa a José Sócrates. E pôr António José Seguro no pólo oposto, longe dos “restaurantes de Lisboa”, mais próximo do terreno. O combate vai fazer-se no plano em que este secretário nacional defende há mais de 20 anos, eleições primárias abertas. Sob pressão do desafio de Costa, Seguro ouviu a insistência de Beleza e surpreendeu-o, faz hoje oito dias. Admite a fragilidade do momento para o PS, mas atira as culpas ao autarca de Lisboa.

Ficou genuinamente satisfeito com o resultado do PS nas europeias?

Fiquei contente porque o PS ganhou. E muito contente porque o governo teve uma derrota estrondosa. Quando o nosso adversário político tem uma derrota estrondosa, nós já ganhámos. Depois, António José Seguro é o único secretário-geral socialista que ganhou todas as eleições que disputou. Claro que temos de ter a humildade de ler os resultados e ver que algo vai mal na República e na democracia portuguesa.

Foi a vitória mais baixa do PS em termos percentuais. Tendo em conta os últimos três anos de PSD/CDS, percebe-se a dispersão dos votos?

Pensei que o PS ia ter mais votos e que o MPT não teria a expressão que teve. Mas não foram eleições para o governo. Quem liderou a lista foi Francisco Assis e não o secretário-geral.

O líder empenhou-se na campanha e fez destas eleições um teste.

O secretário-geral e a direcção têm de ser solidários, dar a cara, e nós demos tudo. Mas numas europeias o voto de protesto dispersa-se, nunca se concentra. No caso do PS foi um dos partidos socialistas na oposição que tiveram melhor resultado na Europa. A social-democracia está numa crise profunda e o PS é o campeão dos partidos socialistas europeus. Tivemos coisas positivas, mas não ficámos satisfeitos com a abstenção, o voto em branco, o voto nulo e a dispersão do voto de protesto. Isto significa que os portugueses não confiam nos partidos políticos, nos políticos que temos, nas instituições. E isso é gravíssimo.

Esse cenário já vinha identificado das autárquicas. Porque é que o PS não agiu por antecipação?

Não há ninguém perfeito, a direcção não é perfeita e o António José Seguro não é perfeito. Mas no secretariado estavam todas as sensibilidades do partido, a Comissão Política tem todas as sensibilidades do partido e a estratégia da direcção foi aceite por todos. Ninguém criticou. No PS há uma palavra-chave, que falhou aqui, que é solidariedade. O PS é o partido da solidariedade, em que nos tratamos por camaradas.

Faltou solidariedade de quem?

De António Costa. E quando se vê a solidariedade não é nos momentos fáceis, é nos momentos difíceis. É quando as coisas não correm tão bem como esperávamos. Quando o PS perdeu as europeias no tempos de José Sócrates [2009], António José Seguro esteve numa Comissão Nacional em que disse que apesar de termos perdido estava convencido de que tínhamos condições para ganhar as legislativas. Levantou o moral. Foi solidário. Temos de ter solidariedade e, já agora, sentido ético e moral, as diferenças que temos falam-se dentro do partido. É como uma equipa, é dentro do balneário que se discute, e frontalmente. O PS é socialista, o colectivo é maior que o individual, por isso custa-me muito ver o partido ceder à sociedade materialista e mediática. Não podemos ser um partido de Messias, nem de vedetas.

É só individualismo?

Sim. A razão mais invocada pelo António Costa é ter mais qualidades – “dizem que eu sou melhor do que tu para liderar o partido” -, em termos de projecto e políticas não se vislumbram diferenças. Mas Costa é o candidato do bloco central da política, das cortes e dos comentadores de direita.

Mas porque é que se questiona tantas vezes a capacidade de liderança de Seguro?

O líder do partido defendeu em 5 de Outubro de 2013 a redução do número de deputados e disse que ia propor alterações ao sistema eleitoral. Há aqui algum desespero de muitos dirigentes do partido e deputados que querem voltar, que ficaram sempre muito incomodados por sair do governo. Preocupam-se com ser deputados e têm muito receio que as coisas mudem e empurraram António Costa. Há aqui uma tentativa de regresso ao passado parte ii, do último governo, com António Costa.

António Costa significa o regresso de José Sócrates?

Não sei se é do José Sócrates ele próprio, mas é de muito daquilo que foi o José Sócrates. Dos que estiveram no governo, todo um conjunto de pessoas que não perceberam que na política temos de passar para o futuro.

Esse núcleo é mau?

Não, mas a vida segue em frente. Devemos honrar o nosso passado e ser solidários, e esta direcção foi sempre solidária com o José Sócrates e até com algumas coisas com que podíamos não concordar. Somos criticados porque não fizemos o inventário do governo, fizemos e honrámos o nosso passado. Agora António Costa criou um problema ao PS. Numa altura em que a direita devia estar a discutir as lideranças do PSD e do CDS, está a discutir-se a liderança do PS. Em resposta lançámos a maior reforma pós-25 de Abril, que é abrir os partidos à sociedade.

A solução das primárias foi apresentada in extremis . A direcção precisava de ganhar tempo?

Não. Queremos fazer isto depressa.

Não era possível fazê-lo em menos de quatro meses?

Não há nenhum país que o tenha feito em menos tempo. Nem França, nem Itália. Não é possível, os prazos são iguais. E neste período há um mês que não existe, que é Agosto.

Se o governo se demitir neste espaço de tempo, quem é o candidato do PS?

Se hoje houvesse eleições, o candidato seria António José Seguro. Quando houver outro, haverá outro. Vivemos num Estado de direito, tem de se cumprir as regras. Não escondo que estamos fragilizados, mas não foi por nossa culpa. Agora o PS nunca deixa de ter um candidato. Hoje tem Seguro e a 28 de Setembro ou tem Seguro ou Costa.

Já defende primárias há anos. Sempre houve resistência, até de Seguro. Porquê agora?

Defendo e António José Seguro garantiu-me sempre, e cumpriu, que primeiro era preciso fazer primárias internas para a escolha de autarcas e deputados, que introduzimos em 2011, e depois de maturado esse processo iríamos alargar aos outros eleitores.

Mas nem houve tempo para maturar o processo.

Sempre foi a minha convicção que mais cedo ou mais tarde António José Seguro ia fazê-lo e eu vim para a direcção também nesse pressuposto. O importante é que o partido tenha primárias para os candidatos a apresentar aos portugueses. O PS vai liderar este processo e os outros a seguir vão copiar-nos.

No congresso de há um ano disse que primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro não, porque essa figura saía da Assembleia da República. Mudou de ideias?

Do ponto de vista do direito constitucional e da ciência política, o que disse é verdade. Mas do ponto de vista político… bom, a política é a arte do possível. Neste momento, o possível e o desejável é isto. Os apoiantes de António Costa até propunham, há um ano, primárias para a escolha do secretário-geral e do candidato a primeiro-ministro. E Seguro está a correr um alto risco, aceitou o desafio de António Costa e escolheu o terreno que à partida é mais favorável ao seu adversário. Pareceu-me politicamente inteligente, audaz e desprendido, porque assumiu um risco maior.

Não percebi a sua posição. Escolher em primárias o candidato a primeiro- -ministro pode ser ilegal?

Não, em países europeus com o mesmo sistema parlamentar há primárias para esse candidato. Em Portugal a tradição é que o líder do partido mais votado é chamado a formar governo, por isso eu acho que esta solução se adequa. Há um ano tinha falado do exemplo da Itália, onde quem ganhou as primárias não foi primeiro-ministro. Agora o que critiquei na proposta dos apoiantes de Costa é que não faz sentido a eleição de secretário-geral por eleitores, o partido é dos militantes.

Em 2011, Seguro temia perigos das primárias para o debate político interno.

António José Seguro é um homem da prudência e do gradualismo e achou, em 2011, que era prematura essa questão.

Era mais que isso….

Passaram-se três anos desde 2011, esta solução está maturada e é absolutamente consensual. Parece que estão com medo. Têm medo que os eleitores se manifestem. Toda a gente quer reformar os partidos em Portugal, mas quando é para fazer há sempre uma desculpa. Esta reforma é central, mas tem de ser acompanhada da outra: a reforma do sistema eleitoral.

Que exige uma maioria qualificada no parlamento. É possível?

O PSD sempre defendeu e teve sempre recuos tácticos, consoante está no governo ou na oposição.

Coligado com o CDS, que rejeita círculo uninominais, não é pior?

Está na história do PSD, desde Sá Carneiro, a alteração ao sistema eleitoral. Temos de tentar um entendimento. Ninguém quer tirar espaço aos pequenos partidos, pode haver um círculo nacional e círculos uninominais, e assim consegue-se garantir a proporcionalidade e os pequenos partidos.

O PS quer ter essa reforma pronta a tempo das legislativas de 2015?

Claro. Quer apresentar uma proposta o mais depressa possível para a reforma do sistema eleitoral e outra ao nível da ética e das incompatibilidades na política. Temos de defender um sistema com a diminuição do número de deputados e em que eles sejam mais dignificados. Têm de estar em dedicação exclusiva ao parlamento, ser devidamente pagos. Menos deputados, com melhores gabinetes, mais assessores, mais capacidade de intervenção e mais próximos dos eleitores é um sistema muito mais eficaz e vai ao encontro daquilo que os portugueses querem.

Sabia que Seguro ia apresentar primárias naquele sábado?

Ele ouviu-nos a todos e não revelou a ninguém o que ia dizer. Fiquei surpreendido. Como ele não disse, tudo estava em cima da mesa, por isso é que até me comovi um bocado. Fiquei muito satisfeito. Só há uma coisa que não me surpreendeu: ele é um homem íntegro, com coluna vertebral e cabeça levantada.

Mas não quis sair da liderança. Porquê?

Em Portugal, os comentadores da imprensa sempre levaram o António Costa ao colo. Não se pode dizer que a direcção do PS tem boa imprensa, temos tido algumas dificuldades. Ao fazer isto, Seguro está a arriscar tudo e está a levar isto para um terreno que parece que não lhe é favorável.

É arriscado?

É arriscado, mas acredito que a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. E acredito que Seguro está subavaliado na opinião pública. Agora muitos portugueses vão conhecer o António José Seguro que não conheciam.

Ele disse “habituem-se porque isto mudou”. Quem é esse António José Seguro?

Ele dominou-se para, a todo o custo, sacrificando às vezes as suas próprias opiniões e posições, manter a unidade do partido. Para que as coisas corressem o melhor possível, sabendo que haveria sempre tentativas subterrâneas de minar a nossa direcção e o secretário-geral. Como quiseram o confronto, o debate de ideias, vamos tê-lo. Vamos falar claro e António José Seguro vai falar claro.

Será mais implacável com os opositores?

Não, ele aliás está muito sereno. Estamos muito tranquilos. Quem tem medo compra um cão e nós não temos medo porque lutamos por um projecto: reformar a democracia portuguesa e os partidos e devolver às pessoas o poder. O poder em Portugal está nas mãos de muito poucas pessoas, que se podem reunir num restaurante em Lisboa, e isso é um sistema que vem de D. Afonso Henriques. Apesar das revoltas liberais, da República, do 25 de Abril, há uma oligarquia que tem o poder e que hoje se mantém. O PS deixou-se, por vezes, condicionar por essa oligarquia. António José Seguro nunca se deixou condicionar. É evidente que isso é incómodo para alguns.

O PS tem alguma hipótese de não entrar num governo de bloco central?

Tem todas as hipótese de ter a maioria absoluta nas próximas legislativas.

Se a dispersão de votos aconteceu nas autárquicas e nas europeias, não é normal que se repita nas legislativa?

Em eleições europeias há sempre estes movimento de protesto. Todos os partidos socialistas que fizeram eleições primárias, a seguir ganharam eleições. Este movimento vai galvanizar os eleitores, criar uma onda à volta do candidato a primeiro-ministro. Estou convicto que o PS ganhará as próximas legislativas e poderá atingir a maioria absoluta. Se não tiver, António José Seguro já disse que falaria com todas as forças políticas e deve envolver todas.

Há partidos que devem ser privilegiados nesse diálogo? A esquerda?

O PS, como maior partido da esquerda, deve ser uma alternativa à direita. Nas políticas sociais, esta direcção tem apresentado soluções consensuais à esquerda. Na saúde, na segurança social e na educação é muito fácil entendermo-nos à esquerda. Noutras áreas é mais difícil: Europa, euro e estratégia para o crescimento da economia e política fiscal. Entendemos que o Estado deve ser modernizado, mas para melhorar os seus serviços e não para acabar com ele. E defendemos que é preciso uma política de diminuição da carga fiscal para que haja mais investimento privado, nacional e estrangeiro. Para se ter uma política fiscal amiga das empresas tem de se ter um Estado mais frugal, que se centre nas suas áreas essenciais.

Como se governaria na prática?

O PS gostaria de governar à esquerda. Claro que o PCP faz sempre do PS o inimigo principal, por isso parece-nos difícil. Os BE faz ziguezagues. Da parte do PS sempre houve disponibilidade.

Há condições para, com a esquerda, formar um governo estável?

Sempre defendi que o PS fosse a casa da esquerda à francesa, que tem várias sensibilidades internas, das mais libertárias às mais liberais, e convivem entre si com debates muito fortes e vivos. Quando o PS francês perdeu as últimas autárquicas, perdeu com 40%. Portanto, à esquerda do PS francês há poucos. Era isso que eu gostaria: que o PS abrisse as portas a correntes à nossa esquerda. Mas também ao centro-esquerda. Eu gostava muito que no futuro o PS pudesse ser a casa das várias esquerdas.

O PCP e o BE estão a extremar posições e já falam na saída do euro. É possível uma aproximação nesta altura?

Acho que é muito difícil, mas o PS tem obrigação de tentar entendimentos com as várias forças políticas à nossa esquerda e à nossa direita. Mesmo com maioria absoluta. Não podemos ser arrogantes perante o poder. O problema que Portugal atravessa é muito grave e o PS tem mais condições de gerar consenso do que qualquer outro partido. Este governo já perdeu toda a legitimidade social.

Devia demitir-se?

Passos Coelho atingiu o sonho de Sá Carneiro, que era “uma maioria, um governo e um presidente”, mas quer ir mais longe, quer também um Tribunal Constitucional. Entrou em conflito com o Tribunal Constitucional e o Presidente da República é o garante do bom funcionamento das instituições democráticas. Neste momento deixou de haver isso, temos um conflito entre duas instituições de topo do regime: um governo em conflito com o Tribunal Constitucional e que não consegue governar dentro da Constituição. E já não representa os portugueses, depois de ter perdido duas eleições. O presidente deve tirar ilações. Por muito menos já se dissolveram parlamentos.

O governo está a esticar a corda até esse limite?

O que eu sei é que não se brinca com coisas sérias e Portugal e os portugueses são assunto sério. Qualquer governo que queira governar neste país tem de governar segundo as regras. Temos de defender a Constituição, independentemente de concordarmos ou não. Temos de aceitar as regras do jogo, senão isto não é um Estado de direito, do primado da lei, mas do primado da vontade. Isto é inaceitável em democracia.

Há algum problema, do seu ponto de vista, com a escolha de juízes do TC, como disse o primeiro-ministro?

Essas declarações são graves. O Tribunal Constitucional é formado num sistema aceite pelos partidos que criaram a Constituição e o PSD é um deles. E parte dos juízes são indicados pela Assembleia da República e pelo PSD. Não podemos indicar os árbitros e depois dizer que funcionam mal quando decidem contra nós. É o próprio primeiro-ministro a pôr em causa o Estado de Direito. Isto já ultrapassa o limite do razoável.

Entrou no PS em 85 para apoiar Mário Soares. Ficou incomodado com a postura dele?

Fiquei triste porque acho que foi injusto, muito exagerado e confesso que não estava à espera dessa violência. Mas em relação ao Dr. Soares, que é o nosso pai fundador, tudo deve ser permitido. Tudo é permitido a uma personalidade tão grande na democracia e na vida de Portugal, mesmo quando nos atinge. Mas custou-me muito, porque António José Seguro foi sempre correctíssimo e amigo dele. Somos muito da geração Soares. Conheci Seguro precisamente na campanha para apoiar Soares a presidente, quando tinha 8% nas sondagens, por isso dói bastante vê-lo fazer um ataque tão violento. E como amigo do Dr. Soares e médico que sou… acho que tem que se… não quero comentar mais. Tenho duas referências na minha vida política: Sá Carneiro e Mário Soares. Sempre que há um problema político penso no que eles fariam. E não vou deixar de ter essa admiração e carinho. Mas ainda dói mais.

Soares disse, em entrevista ao i, que Seguro “nunca se identificou com a esquerda e sempre dialogou com o PSD”.

Está mal informado. Seguro nunca fez nenhum acordo com a direita. Foi o primeiro secretário-geral em 40 anos a visitar a CGTP. Fizemos um acordo escrito com a Renovação Comunista e temos memória… os únicos acordos à direita do PS foram em 1978 e 1983, com o CDS e o PSD e Mário Soares como primeiro-ministro. E a expressão “meter o socialismo na gaveta” não é nossa.

A entrada de Sócrates na campanha teve peso negativo no resultado do PS?

Talvez tivesse tido, mas é nossa obrigação e dever, e fizemos com muito gosto, ter os ex-secretários gerais do PS connosco na campanha. No PS nunca esquecemos quem esteve e deu a cara pelo PS, mesmo que tenhamos discordado.

Espanta-o que ele tenha dito, na noite eleitoral, que o líder não devia ser questionado e agora apoie Costa?

A mim já nada me espanta.

Costuma dizer que tem uma vida profissional e que isso lhe dá liberdade de acção. Era esse o modelo desejável na política?

Era e espero que com a introdução de primárias e de círculos uninominais, mais gente se meta na política.

O líder actual é o oposto dessa figura. Tem uma carreira exclusivamente política. Isso devia acabar?

Não, é também preciso pessoas que tenham essa vida dedicada à política. Temos de ter de tudo. Sou médico e continuarei. Andar de metro e ir para o hospital todos os dias permite-me manter os pés assentes na terra. A vida não é só política e quero manter-me assim. Estou muito feliz porque, independentemente do que aconteça, o meu filho já pode dizer que o pai deu algum contributo para a democracia, com a introdução de directas e primárias nos partidos. Já estou satisfeito. A minha ambição não é grande, é pequena. A outra tarefa que tenho e que faço com gosto é ajudar o meu amigo António José Seguro a ser primeiro-ministro porque acho que o país merece um primeiro-ministro com o seu sentido ético de justiça e a sua preparação. (ionline.pt)

por Rita Tavares

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