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Segurança durante o Mundial de Futebol preocupa

(REUTERS)
(REUTERS)

Num país de índices de criminalidade alarmantes, a segurança é uma das principais preocupações em grandes eventos, como a Copa do Mundo, que começa no dia 12 de Junho. A preocupação é com a violência urbana, que já tira a paz do brasileiros há muitos anos, e com os riscos de manifestações violentas contra o evento.

A presidente petista Dilma Rousseff promete segurança efectiva. “A Copa implica o aperfeiçoamento imenso da nossa segurança. Nós botaremos segurança pesada. As nossas Forças Armadas participarão em toda a rectaguarda e também na contenção. Nós usaremos a nossa Polícia Federal e a nossa Polícia Rodoviária Federal e temos parceria com todas os Governos. Não há a menor hipótese do Governo federal pactuar com qualquer tipo de violência. Não deixaremos, em hipótese alguma, a Copa ser contaminada,” afirma a presidente.

A Força Nacional, uma espécie de tropa de choque subordinada ao Ministério da Justiça, terá 10 mil agentes para contenção de protestos ou outras ocorrências durante a Copa. Todos, de acordo com o Governo, passaram por um treinamento para contenção de distúrbios civis. O efectivo disponibilizado pelo Governo federal ficará à disposição dos Estados que sediam os jogos.

A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, explica que a Força Nacional estará à postos para entrar em ação junto com qualquer outro segmento da polícia local. “A Força Nacional está apta para atuar em qualquer segmento da segurança pública, seja nos jogos ou fora deles. Estamos preparados para atuar. Assim que pedido, estaremos prontos para ajudar os seguimentos da polícia militar, civil, rodoviária federal, bombeiros e perícia”.

A Força Nacional também vai contar com a ajuda de um robô espião, para monitorar militantes mais radicais. Pequeno e de borracha, ele se infiltrará durante os protestos para fazer filmagens e auxiliar na investigação dos envolvidos em eventuais atos de violência. Robôs para detonação de explosivos também fazem parte do arsenal tecnológico para ajudar na segurança da Copa no Brasil.

Além dos esforços do Governo federal, cada Estado-sede da Copa garante estar preparado para o evento, como explica o Tenente Coronel Alberto Luiz, do Estado de Minas Gerais.

“Nós estamos preparados, a tecnologia estará do nosso lado, inclusive, com munição menos letal. O nosso planejamento estratégico contempla várias situações, é bem robusto. Também estamos atendendo o que democraticamente a Constituição estabelece, o direito das pessoas, por ventura, que quiserem se manifestar por ocasião dos jogos, nós também estaremos dando segurança a elas. A nossa inteligência já tem muitos detalhes, que é a base de todo o nosso plano, sobre o que possa vir a acontecer, inclusive, detalhes relacionados a torcedores que virão de fora, estrangeiros”.

O coronel da Polícia Militar explica que, no caso das manifestações, pessoas envolvidas antes em violência nesses tipos de actos já estão sendo identificados. “Já temos um número de pessoas já mapeadas. A intenção é viabilizar junto à justiça para que esses estejam fora das ruas”, explica.

Ainda nos Estados, policiais têm feito cursos com agentes norte-americanos para a Copa, como explica o director da Academia de Polícia de Minas Gerais, delegado Jorge Wagner Ribeiro.” Nós já tivemos mais de trinta cursos voltados para a Copa. Além dos cursos regulares da Academia de Polícia Civil de formação, cursos de chefia, de policiamento todos com foco na Copa. Curso de treinamento em fuzil, curso do FBI de investigação em crime organizado, e o que vislumbra atualização do conhecimento do policial com relação á falsificação de moeda, ministrado por agente do serviço secreto americano.”

O consulado americano no Rio de Janeiro informou que os Estados Unidos vão colaborar na área de segurança pública do Brasil durante a Copa do Mundo. Segundo o órgão, apesar de as autoridades dos países-sede serem responsáveis pela segurança do evento, os EUA possuem uma equipe com a função de “ligação”. O procedimento é para preservar os atletas, jornalistas, delegações, patrocinadores e demais cidadãos americanos que visitarão o Brasil durante a competição, em junho e julho. Os americanos formam o maior contingente estrangeiro que estará no Brasil. Do total de ingressos vendidos para residentes fora do Brasil, 27,5% foram para os americanos.

Apesar de todo o aparente preparo, alguns aspectos preocupam. Um deles é o preparo dos seguranças que vão atuar dentro dos estádios. A Fifa exige mais de 1.200 vigilantes qualificados por jogo no estádio. No entanto, boa parte ainda não conclui o curso obrigatório para o trabalho. Além disso, a Polícia Federal Brasil que vem reclamando melhorias salariais, ameaça parar na Copa do Mundo. (voa.com)

por Maria Cláudia Santos

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