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Barack Obama dá um mês a Putin para alterar postura na Ucrânia

Kevin Lamarque (Reuters )
Kevin Lamarque (Reuters )

Após a reunião do G7, o líder norte-americano aconselhou o Reino Unido a aceitar um diálogo com os parceiros europeus

O presidente norte-americano, Barack Obama, deu um prazo de “três a quatro semanas” ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, para mudar a sua política em relação à Ucrânia.

Numa conferência de imprensa realizada após a reunião do G-7 que decorreu em Bruxelas, o líder dos Estados Unidos disse que “Putin tem a oportunidade de voltar atrás e respeitar o direito internacional”. Obama entende que a Rússia tem de estabelecer conversações rapidamente com o novo presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, para travar a crise no país e deve impedir a transporte de armas para os separatistas através de fronteira ucraniana. O chefe de Estado norte-americano acredita que “o simples facto de algumas tropas russas terem recuado não significa que tenhamos de continuar a aguentar mais três ou quatro meses de violência”. Barack Obama sublinhou ainda que “a economia russa está cada vez mais fraca por causa das opções tomadas pela actual liderança”. Obama ameaçou ainda Moscovo, sublinhando que os G7 podem ser mais duros nas sanções se não houver mudanças na política russa.

A reunião que decorreu ontem em Bruxelas foi a primeira que não contou com a participação da Rússia, diminuindo os G8 para os G7, depois das sanções que foram impostas a dirigentes russos próximos de Vladimir Putin.

Durante o dia a imprensa internacional divulgou uma entrevista do presidente russo à rádio francesa TF1 na qual garantia que “não iria invadir a Ucrânia nem outra região”.

Embora o foco da conferência de imprensa tenha incidido nas tensões no Leste da Ucrânia, o líder norte-americano também abordou os recentes desenvolvimentos no Reino Unido. Com David Cameron ao seu lado, e a propósito da subida do partido UKIP nas úlimas eleições, Obama disse que é importante que o seu aliado de sempre continue “forte, unido e robusto” e que se mantenha na União Europeia (UE). O presidente americano comentou ainda a aproximação da data para o referendo sobre a independência da Escócia, dizendo que “cabe à população da Escócia decidir o destino do país no referendo”, mas entende que “o Reino Unido sempre trabalhou melhor como um parceiro unido”. O presidente americano diz ainda não ter dúvidas de que “não há vantagens” para a Grã-Bretanha em deixar o clube europeu e aconselhou Londres a “procurar sentar-se à mesa” com os restantes estados-membros porque o que pode estar em causa são os interesses económicos e políticos dos britânicos.

O actual primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, reagiu às declarações do presidente norte-americano e disse que os “EUA têm dois grandes aliados na ilha, em vez de terem só um”. Alex Salmond recordou que a “América há mais de 200 anos também teve de lutar pela sua independência”, tendo terminado com um “Yes, we can”. (ionline.pt)

por Francisco Castelo Branco

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