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Angola vai partilhar experiências na resolução de conflitos na ONU

A República de Angola prepara-se para partilhar na ONU experiências na resolução de conflitos e pós conflito, caso seja eleita, em Setembro próximo, a membro não permanente do Conselho de Segurança daquela organização internacional.

Manuel Augusto Secretario de Estado do Mirex  (Foto: Miudo)
Manuel Augusto Secretario de Estado do Mirex (Foto: Miudo)

A intenção foi manifestada hoje (sexta-feira), em Luanda, pelo secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, durante uma palestra sobre a Candidatura de Angola a membro de não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Assegurou que enquanto país africano, Angola pretende que as Nações Unidas escutem mais as vozes regionais para prevenir conflitos, pelo facto de ser menos dispendioso acautelar conflitos do que os resolver.

Para prevenir conflitos, disse ser fundamental prestar atenção aos sinais latentes em várias regiões do mundo. “Em África há sinais que antecipam tragédias e muitas vezes não são levados em conta, o que resulta muitas vezes em genocídios”.

Manuel Augusto garantiu que o mandato de Angola, caso seja eleita, assentará nos princípios de paz/segurança e na prevenção e resolução de conflitos.

O mandato assentará também bases nas missões humanitárias e na defesa da posição africana, que busca uma maior participação de África no Conselho de Segurança da ONU, disse.

Reiterou a importância que Angola atribui ao papel das Nações Unidas, como força motriz dos esforços globais para a manutenção da paz, estabilidade e desenvolvimento económico e social no mundo, pelo que defende o fortalecimento da sua capacidade na prevenção de conflitos e na gestão de crises.

“Continuaremos a contribuir nos esforços de manutenção de paz, assumindo responsabilidades no plano internacional, em especial no que diz respeito à África, no quadro regional e nos agrupamentos económicos e políticos em que está inserida, nomeadamente a SADC, a CPLP e a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos e Comissão do Golfo da Guiné”, sublinhou.

Ainda no âmbito dos esforços globais para a manutenção da paz e segurança internacional, o secretário de Estado reiterou a importância da revitalização do sistema das Nações Unidas, particularmente a reforma do seu Conselho de Segurança.

A este respeito, o diplomata referiu que a reestruturação do órgão deverá reflectir uma representação equitativa de todas as regiões, pelo alargamento do número dos seus membros permanentes, adequando-o às realidades do mundo contemporâneo.

Por outro lado, manifestou o apoio incondicional de Angola às iniciativas das Nações Unidas que visam a construção de um mundo melhor para todos, baseado na justiça e na liberdade, livre de todas as ameaças que comprometem a paz e a segurança internacional.

Quanto às motivações do país ao lugar de membro não permanente do Conselho de Segurança, Manuel Augusto sublinhou que Angola já beneficiou muito do apoio da comunidade internacional, no período de conflito armado.

“Beneficiamos do sistema de relações internacionais existentes e agora consideramos ser altura de retribuir uma parte do que beneficiamos”, frisou, sublinhando que a melhor forma de retribuir é partilhar a experiencia de Angola, particularmente a nível da resolução de conflitos.

“Estamos a desenvolver uma campanha que pretende assegurar ao país o maior número de votos, uma vez que, embora seja uma vaga atribuída à África, o continente endossou a candidatura a Angola e nesta condição não temos competidores para esse lugar”, asseverou.

Angola foi eleito pela primeira vez a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU a 27 de Setembro de 2002 e ocupou o lugar no período de 2003 e 2004.

O Conselho de Segurança, importante órgão do sistema das Nações Unidas, é composto de cinco membros permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido), com direito de veto, e 10 não permanentes, eleitos anualmente para mandatos de dois anos.

A palestra foi uma iniciativa do Instituto Superior de Relações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores. (portalangop.co.ao)

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