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São Tomé e Príncipe e Timor Leste reforçam cooperação

Primeiro-ministro timorense Xanan Gusmão. (REUTERS/Lirio Da Fonseca)
Primeiro-ministro timorense Xanan Gusmão.
(REUTERS/Lirio Da Fonseca)

O primeiro-ministro timorense Xanana Gusmão está em São Tomé, vindo da Guiné Equatorial e antes de se deslocar este fim de semana à Guiné-Bissau, para convidar formalmente os seus homólogos a participarem na cimeira da CPLP, agendada para entre 20 e 25 de Julho em Díli.

Xanana Gusmão vai avistar-se entre outros com o Presidente Manuel Pinto da Costa e o seu homólogo Gabriel Costa, para entre outros formalizar os convites para a cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorrerá dia 23 de Julho em Díli sob o lema “CPLP e a Globalização”, durante a qual Timor Leste vai assumir pela primeira vez a presidência rotativa desta organização lusófona.

Recorde-se que a Guiné Equatorial pretende aderir como membro de pleno direito à CPLP, o que e depois de muita polémica poderá de facto acontecer na cimeira de Díli.

São Tomé e Príncipe e Timor Leste assinaram em 2011 um memorando no domínio dos recursos humanos, que visa a troca de experiências no domínio do petróleo e a formação de quadros são-tomenses no sector petrolífero.

Timor Leste que já apoia financeiramente o orçamento geral do estado do arquipélago, pretende reforçar a cooperação entre os dois países, como referiu ao nosso correspondente Maximino Carlos, o analista são-tomense Waldiner Bomarte, para quem esta visita se destina a “procurar formas e soluções para reforçar a cooperação, o que se poderá traduzir em ajuda quer financeira, quer do ponto de vista logístico em função das outras áreas de cooperação“.

Timor Leste propôs recentemente a criação de um consórcio de empresas petrolíferas lusófonas, para explorar as reservas de petróleo existentes nos países membros, e desde já explorarem o petróleo “on shore” de Timor Leste, que já efectuou diligências neste sentido em Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, enquanto o Brasil de momento não está interessado em participar neste consórcio. (rfi.fr)

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