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Onda de greves sacode o Brasil pré Copa do mundo

(Foto: AP/Eraldo Peres)
(Foto: AP/Eraldo Peres)

Já havia acontecido na África do Sul e, agora, a história se repete aqui no Brasil. Há poucas horas do início da Copa do Mundo, sindicatos que representam trabalhadores em serviços fundamentais aproveitam o momento para endurecer as negociações com seus empregadores. O resultado é uma onda de ameaças e greves consumadas que sacodem o país em um volume e intensidade inéditas na história.

A última grande paralisação desse porte acontece na manhã desta quinta-feira quando os funcionários do metrô de São Paulo cruzaram os braços, uma iniciativa que afeta diretamente cerca de 4,5 milhões de pessoas que, diariamente, utilizam o transporte na cidade. Indiretamente, a greve transforma cidade, conhecida internacionalmente por graves problemas na área da mobilidade urbana, em um verdadeiro caos.

Basicamente, os metroviários não gostaram da proposta de reajuste salarial oferecida pela companhia que administra o principal ramal de transporte coletivo da cidade que abrirá a Copa. As negociações vem se arrastando há semanas e culminou com a proposta de aumento salarial de 7,8% para 8,7%, com ganho real de 2,79% (descontando-se da inflação).

Mas o sindicato bateu o pé e reforçou que vai brigar para um reajuste na casa dos dois dígitos — inicialmente, a categoria pleiteava impressionantes 35,47%. A data não poderia ser mais emblemática. Há exatamente uma semana do início da competição internacional de futebol, o movimento sindical manda uma mensagem clara ao governo paulista — e por extensão, dos demais governos estaduais pelo Brasil — que uma catástrofe nesse sentido pode se materializar caso os patrões não coloquem, de uma vez por todas, as mãos no bolso.

Sem sombra de dúvida, o fato dos holofotes mundiais estarem todos voltados para o Brasil funciona como gasolina para a motivação desses grupos. E o governo pode reclamar disso o quanto quiser, só não terá como se eximir da responsabilidade. Os meses de abril, maio e junho marcam tradicionalmente o período onde as categorias mais organizadas negociam seus dissídios, e isso já há muito tempo. Trata-se sempre de um processo duro, uma negociação complexa e que está na essência da democracia.

Daria para se adiantar a isso, oferecendo algumas compensações em processos anteriores, de forma a negociar algumas seguranças para este ano. Afinal de contas, desde 2006 sabe-se que a Copa do Mundo seria realizada no Brasil.

Mas, a essa altura do campeonato a baixa capacidade de organização brasileira já não é novidade para ninguém do planeta Terra. E cabe a todos os envolvidos, sobretudo ao governo, responsável direto pelos ônus e eventuais bônus do megaevento esportivo, dormir com mais esse barulho.

No fim das contas, todos por aqui já desconfiam do teor do roteiro. O governo vai abrir concessões e, pouco a pouco, ir acalmando todos as peças-chaves na infraestrutura básica para o funcionamento da Copa. Com exceção das ruas, que ainda prega o bordão “Não vai ter Copa” em manifestações pontuais, a Copa não só vai começar, como já começou. Em alguns meses, o brasileiro terá dimensões mais claras dos custos do mundial. (ruvr.ru)

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