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Metro de São Paulo parado a uma semana do Mundial

Sem um aumento dos salários em 16,5%, os trabalhadores grevistas garantem que não haverá metropolitano a rolar na cidade onde se inaugura o Mundial-2014.

(r7.com)
(r7.com)

“Greve por tempo ilimitado” é como designam os trabalhadores do metropolitano de São Paulo a paralisação dos serviços a que deram início esta quinta-feira. Foi este o meio de pressão que escolheram para obrigar as autoridades da capital económica do Brasil a cederem às suas reivindicações salariais, a uma semana do início do Mundial de futebol.

A greve do metro não vai passar despercebida, uma vez que aquele é o principal meio de acesso à Arena Coríntia, o luxuoso estádio onde terá lugar a cerimónia inaugural da maior competição mundial de futebol, bem como outros seis dos 64 jogos do torneio. Além disso, a paralisação do metro afeta quatro milhões e meio de pessoas que nele circulam diariamente, numa cidade com 20 milhões de habitantes.

O presidente do sindicato é claro quando declara inaceitável um aumento de menos de dois dígitos: “É o mundo real. A inflação do preço dos alimentos e a inflação real (6,5%) são muito mais elevadas do que a proposta das autoridades”, diz Melo Prazeres Júnior. Esta greve vem juntar-se aos movimentos sociais que têm mantido vivos protestos na cidade e por todo o país, exigindo saúde e educação de “qualidade FIFA”.

Na noite de quarta-feira, perto de quatro mil militantes do movimento dos sem-abrigo e 400 elementos da polícia militar manifestaram-se separadamente perto do estádio, bloqueando uma das principais artérias de São Paulo. Foi há um ano, durante a Taça da Confederação, que aconteceram os primeiros protestos na cidade, então maioritariamente protagonizados por estudantes paulistas que exigiam a gratuidade dos transportes públicos. As manifestações inicialmente pacíficas foram violentamente reprimidas pela polícia.

Um ano mais tarde “nada mudou”, acusa António Carlos Costa, da organização não-governamental Rio da Paz, que organizou um protesto contra os custos do Mundial em frente ao Parlamento de Brasília. (sapo.pt)

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