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Cimeira ibérica: O futuro passa por mais Europa e menos desemprego

(Miguel Vidal-Reuters)
(Miguel Vidal-Reuters)

Portugal e Espanha voltaram a sentar-se à mesma mesa, em Chaves, para discutir tanto o futuro dos dois países como da União Europeia

Pedro Passos Coelho e Mariano Rajoy saíram ontem da XXVII Cimeira Luso-Espanhola a defender “passos decididos” das instituições europeias para, entre outros objectivos, encontrar soluções para o elevado desemprego entre os Estados da União. O discurso sobre o caminho para chegar a esse bom porto não varia muito do que tem ocupado os últimos três anos da política europeia: “Prosseguir as reformas para melhorar a competitividade”.

Os chefes de governo de Portugal e Espanha sublinharam ontem que a solução europeia só será eficaz com mais Europa e não com retrocessos no aprofundamento da União. Pedro Passos Coelho e Mariano Rajoy “reiteraram o seu compromisso de aprofundar o projecto europeu, completar a União Económica e Monetária, bem como reforçar a legitimidade democrática”.

Passos e Rajoy sabem que o crescimento de forças xenófobas e de forças eurocépticas na nova constituição do parlamento europeu resulta, em grande medida, das consequências que os últimos seis anos de crise tiveram, com diferentes pesos e de distintas formas, nos vários Estados. Se, por um lado, o desemprego é um problema incontornável nos países mais frágeis, por outro lado, a vaga de imigrantes – de dentro e de fora da União – tem também um peso significativo noutros pontos do continente.

Daí que o combate ao desemprego assuma o protagonismo nas intervenções dos chefes de Estado, como ficou novamente comprovado no final do encontro de ontem, quando os líderes sublinharam a necessidade de uma resposta “urgente”, “célere e concertada” aos “elevados níveis de desemprego, nomeadamente do desemprego jovem”. Uma realidade que em Espanha atinge níveis muitos superiores aos de Portugal, mas que em ambos os casos representa elevados “custos sociais e económicos”.

No comunicado conjunto que difundiram após as conversações em Chaves, Portugal e Espanha “afirmaram a prioridade que constituem a reforma dos mercados de trabalho e as políticas activas de emprego, e comprometeram-se a mobilizar parceiros ao nível local, regional, nacional e europeu, tirando partido das várias fontes de financiamento disponíveis, nomeadamente do novo Quadro Financeiro Plurianual, para reduzir o desemprego e a segmentação laboral”.

Ambos os países acabaram de concluir períodos sensíveis da sua gestão interna. No caso português, o encerramento desse período materializou-se na conclusão do programa de assistência financeira. No caso espanhol, ainda que de forma muito mais contida, foi o programa de revitalização do sector bancário que deixou o parceiro da península ibérica a braços com maiores dificuldades.

No plano ibérico, os chefes de governo dos dois países assinaram alguns acordos de cooperação (ver textos ao lado) na energia e na defesa. (ionline.pt)

por Pedro Rainho

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