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FIFA admite retirar Mundial ao Qatar face a denúncias de corrupção

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Vice-presidente da FIFA diz que vai apoiar nova votação se a acusação de corrupção se provar

O vice-presidente da FIFA diz que seria favorável à repetição do voto que atribuiu ao Qatar a realização do Campeonato Mundial de futebol de 2022 caso as alegações de corrupção levantadas contra elementos ligados à candidatura do país se comprovem. A declaração do responsável do organismo que tutela o desporto rei é avançada depois do “Sunday Times” ter noticiado que alguns dirigentes da instituição receberam cerca de 3,7 milhões de euros em troca do apoio à candidatura do país árabe.

O chefe de investigação da FIFA, Michael Garcia, avançou já com um inquérito em volta das denúncias, ao passo que o comité de candidatura do Qatar 2022 emitiu um comunicado em que uma vez mais “nega todas as alegações” quanto a actuações ilícitas. O presidente da Associção de Futebol britânica, Greg Dyke, também defendeu que será preciso proceder a nova votação se se mostrar que um “sistema corrupto” esteve por trás da vitória do Qatar.

Numa entrevista concedida a um programa desportivo de um dos canais de rádio da BBC, Boyce disse que se “Garcia encontrar provas concretas e as apresentar ao comité executivo da FIFA estas serão encaradas com grande severidade”, e “ele vai ter todas as condições de fazê-las transparecer para todo o mundo, levando até ao fim a sua missão”.

As alegações de corrupção centram-se no ex-dirigente da FIFA Mohammed bin Hammam, com o “Sunday Times” a garantir que teve acesso a uma infinidade de documentos secretos que implicam o antigo presidente da Confederação Asiática de Futebol em actos de suborno a membros do órgão máximo do futebol mundial e que determinaram a atribuição da competição de 2022 ao Qatar.

O diário britânico disse que os documentos – que entretanto foram também postos à disposição da BBC, através do seu editor desportivo, David Bond – demonstram que Bin Hammam, de 65 anos, entregou dinheiro a alguns responsáveis da FIFA pelo menos um ano antes da decisão que acabou por ser favorável a que o seu país fosse o anfitrião do maior evento desportivo mundial. Os documentos também farão alegadamente prova de que foram transferidos valores para contas bancárias controladas pelos presidentes de 30 associações de futebol africanas e para contas controladas por Jack Warner, um ex-vice-presidente da FIFA.

Tanto o comité de candidatura do Qatar como Bin Hammam negaram sempre qualquer irregularidade, mas quando o seu filho, Hamad Al Abdulla, foi abordado pelo “Sunday Times” para comentar os documentos secretos que entretanto caíram na posse do jornal este preferiu o silêncio.

Não é a primeira vez que Bin Hammam surge no centro de um escândalo de corrupção no mundo do futebol. Em Julho de 2011 chegou mesmo a ser banido do desporto para o resto da sua vida depois de ter sido considerado culpado de uma tentativa de suborno para manipular a eleição presidencial do órgão nesse ano. A decisão acabou por ser anulada no ano seguinte pelo Tribunal de Arbitragem do Desporto, que considerou as provas que havia insuficientes para justificar aquela penalização. (ionline.pt)

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