InicioAngolaAutoridades detiveram quatro “infiltrados” em marcha opositora na Venezuela

Autoridades detiveram quatro “infiltrados” em marcha opositora na Venezuela

 

(D.R)
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As autoridades venezuelanas detiveram quatro cidadãos, entre eles um jovem com materiais que alegadamente seriam usados para gerar violência, que “pretendiam infiltrar-se” numa importante marcha de estudantes opositores que hoje se realizou em Caracas.

“Convocámos um dispositivo de ‘fecho’ (anel de segurança) para proteger a marcha e foram detetados quatro cidadãos que pretendiam infiltrar-se, com um grande número de equipamentos usados para ações de ‘guarimba’ (bloqueio de estradas e vandalismo)”, disse o comandante da Guarda do Povo (polícia militar).

Segundo Sérgio Rivero Marcano, entre os materiais estavam autocolantes com “diferentes mensagens desestabilizadoras”, máscaras antigás, luvas de proteção e um tubo fabricado de maneira artesanal “com o qual disparariam materiais pirotécnicos ou foguetes contra os organismos de segurança do Estado”.

Os detidos estão à ordem do Ministério Público venezuelano.

Segundo o advogado José Vicente Haro, os detidos foram identificados como Alonso Calatrava, Federico Wickelman, Héctor Caraballo e Gustavo Silva, mas de momento não foi possível determinar se os últimos dois são de origem luso-venezuelana.

Milhares de estudantes de várias universidades venezuelanas realizaram hoje uma marcha em Caracas para exigir a libertação de companheiros e em protesto contra alegadas violações dos direitos humanos dos detidos em manifestações opositoras.

A “Marcha dos Valentes” partiu desde Macaracuay e percorreu vários quilómetros até à Praça Alfredo Sadel de Las Mercedes, ambas localidades a leste de Caracas.

No destino os estudantes iniciaram uma concentração de 15 horas sem consumir alimentos, para exigir a libertação de vários dirigentes políticos presos e também do ex-comissário Iván Simonovis e antigo secretário de segurança cidadã de Caracas, que foi condenado a 30 anos de prisão pelo alegado envolvimento nos violentos acontecimentos ocorridos em abril de 2002.

Há mais de três meses que se registam protestos diários na Venezuela devido à crise económica, inflação, escassez de produtos, insegurança, corrupção, alegada ingerência cubana e repressão por parte de organismos de segurança do Estado.

Alguns protestos degeneraram em confrontos violentos, durante os quais morreram pelo menos 42 pessoas, incluindo dez polícias ou militares. Por outro lado, mais de 870 pessoas ficaram ferida, mais de 3.200 foram detidas, das quais mais de 220 continuam presas.

Mais de dez polícias foram detidos e estão em curso 197 investigações por alegadas violações de direitos fundamentais dos manifestantes. (terra.com.br)

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