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Angola Investe apoia projectos com 60 mil milhões de kwanzas

Empresários angolanos têm na iniciativa do Executivo uma excelente janela de oportunidades para relançarem as suas actividades e conquistar mercados. (Foto: Vigas da Purificação)
Empresários angolanos têm na iniciativa do Executivo uma excelente janela de oportunidades para relançarem as suas actividades e conquistar mercados.
(Foto: Vigas da Purificação)

Este valor foi cedido pelos bancos comerciais envolvidos no programa e destinou-se ao financiamento de 204 projectos empresariais aprovados em 18 meses nos vários sectores da actividade produtiva.

Os créditos aos empre­sários, no âmbito do programa do Exe­cutivo de apoio às micro, pequenas e médias empresas “Angola Investe”, devem, até 2015, atin­gir a cifra de 150 mil milhões de kwanzas, segundo fez saber o administrador do Inapem, Samora Kitumba.

A par disso, a iniciativa pre­tende também facilitar a oferta de 300 mil postos de trabalho.

Nesta base, os indicadores de implementação do Angola Investe atestam que um total de 600 milhões de dólares (cerca de 60 mil milhões de kwanzas) foram concedidos até ao momento a empresários, no quadro do pro­grama do Executivo ‘Angola Investe’, que visa apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) nacionais.

A informação foi prestada, recentemente, em Luanda, pelo administrador do Inapem, que adiantou que este valor foi cedido pelos bancos comerciais envolvidos no programa e desti­nou-se ao financiamento de 204 projectos empresariais aprova­dos ao longo de quase 18 meses, informou o responsável.

O administrador abordou o assunto à margem da confe­rência promovida pelo Jornal Expansão que teve como tema central “O OGE 2014 e o desen­volvimento de Angola” reali­zada na capital do país.

Novos projectos

Segundo a fonte, o montante corresponde ao financiamento de empresas e ou projectos de várias dimensões e diversos sec­tores. Tendo que este ano o pro­grama (lançado em finais de 2012) venha a financiar cerca de 500 projectos, face à sua solidez, ope­racionalidade dos bancos e o ele­vado nível de informação que os empresários já acumulam sobre o “Angola Investe”.

Com a criação do Programa Angola Investe, o Executivo pretende apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas, vocacionadas a investimentos em sectores de actividade pro­dutiva, com prioridades para a Agricultura, Pecuária, Pes­cas, Materiais de Construção, serviços de apoio ao sector Pro­dutivo, Indústrias Transforma­doras, Energia e Minas.

O montante máximo de financiamento varia em fun­ção da dimensão e especifi­cidade dos projectos, para as micro empresas está previsto 20 milhões de kwanzas, para as pequenas 150 milhões de kwanzas e para as médias 500 milhões de kwanzas. As taxas de juro são calculadas em fun­ção da avaliação do banco, mas no máximo é de 5%.

O prazo de reembolso é de sete anos no máximo, com carência de pagamento de capi­tal de seis meses. O pedido de financiamento deste projecto, que consiste essencialmente na facilitação do acesso ao cré­dito às MPME, é apresentado num banco comercial acompa­nhado por um estudo de viabi­lidade detalhado.

Por sua vez o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, considerou que o programa “Angola Investe” é excelente e adequado às carac­terísticas do empresariado nacio­nal que, certamente, surgiu para resolver em parte o problema de garantias dos beneficiários de créditos neste âmbito.

A propósitos dos resultados deste projecto do Executivo angolano, lançado em 2012, o “Angola Investe” está a con­tribuir significativamente no processo de diversificação da economia nacional e a gerar muitos postos de trabalho, com incidência nos sectores das bebidas, agro-indústria e material de construção.

Pequenos negócios

A fonte defende que os empre­sários optassem maioritaria­mente por projectos inerentes a pequenos negócios ou de média dimensão, uma vez que os riscos, o compromisso com o banco e as exigências de garantia são meno­res, além de haver mais facilidade na gestão, quer da empresa/negó­cio, quer dos valores disponibili­zados pelo banco.

Quanto aos constrangimentos do processo, apontou imperfei­ção dos projectos empresariais apresentados e algum excesso de zelo por parte de determina­dos bancos comerciais, e solici­tou aos concorrentes ao crédito do “Angola Investe” a contac­tarem a AIA para consultoria e orientações técnicas.

“Muitos dos beneficiários da maior fasquia financeira (500 milhões de kwanzas) no quadro do programa Angola Investe não conseguem cum­prir com as garantias”.

O Governo angolano criou o programa “Angola Investe” em meados de 2012, para apoiar Micro, Pequenas e Médias Empre­sas, vocacionadas a investimen­tos em sectores de actividade produtiva, com prioridades para a Agricultura, Pecuária, Pescas, Materiais de Construção, Servi­ços de apoio ao Sector Produtivo, Indústrias Transformadoras, Energia e Minas.

As taxas de juro são calcu­ladas em função da avaliação do Banco, mas no máximo 5 por cento.

Montantes

Os montantes máximos de finan­ciamento variam em função da dimensão e especificidade dos projectos, sendo que para as Micro Empresas estão previstos 20 milhões de kwanzas, para as Pequenas 150 milhões de kwan­zas e para as Médias 500 milhões de kwanzas.

Dados do Ministério da Economia, até final de Agosto do ano passado, o programa Angola Investe desembolsou créditos de 6 mil milhões de kwanzas para 44 projectos que vão criar 1415 empregos. (jornaldeeconomia.ao)

Por: Regina Handa

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