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Analistas russos concluem que Arafat não foi envenenado com polónio

Arafat (Foto: D.R.)
Arafat (Foto: D.R.)

Analistas russos concluíram que o histórico líder palestino Yasser Arafat não foi envenenado com polónio, embora a Chancelaria da Rússia tenha declarado nesta terça-feira que a Autoridade Palestina é quem deve tornar público o resultado da investigação legista.

“Nosso trabalho já terminou. Entregamos todos os resultados da análise ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Nós não podemos torná-los públicos”, assegurou à Agência Efe um porta-voz da Agência Federal Médico Biológica (AFMB) da Rússia.

Pouco antes, o chefe da AFMG, Vladimir Uiba, assegurou que Arafat não pôde ter sido envenenado com polónio – uma substância radioactiva altamente tóxica -, uma afirmação que contraria a possibilidade levantada por um grupo de cientistas suíços.

“Ele não pôde ter sido envenenado com polónio. A investigação realizada pelos analistas russos não encontrou rastos dessa substância”, assegurou Uiba à agência “Interfax”.

De acordo com o chefe da AFMG, os analistas russos efectuaram uma análise detalhada dos restos exumados do líder palestino que morreu ainda em 2004.

Segundo a última edição da revista médica britânica “The Lancet”, uma investigação de um grupo de cientistas suíços admite a possibilidade de Arafat ter sido envenenado com polónio-210 radioactivo.

Os analistas do Instituto de Radiofísica do Hospital Universitário de Lausanne, os mesmos que já haviam constatado a presença de polónio-210, disseram ter achado uma “inexplicável” concentração dessa substância nos pertences do histórico líder palestino.

“Estes achados apoiam a possibilidade de que Arafat teria sido envenenado com polónio”, afirmou o estudo redigido pelo grupo de investigadores liderado por François Bochud, cientista do centro suíço.

O polónio-210 é uma substância altamente radioactiva e que já foi utilizada em 2006 para assassinar o antigo espião russo transformado em opositor ao Kremlin, Alexander Litvinenko.

Arafat, fundador da Organização para a Libertação da Palestina e vencedor do prémio Nobel em 1994, faleceu num hospital militar próximo a Paris no dia 11 de Novembro de 2004, após várias semanas de agonia em Ramala, onde ficou por quase três anos cercado por Israel. (noticias.terra.com.br)

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