
Se há sector dinâmico e criativo em Portugal, é o das bebidas. Mais notoriamente o das cervejas. Apesar de um verão com temperaturas incertas e da quebra do consumo em 2012, ou talvez por causa disso, as duas grandes rivais do mercado cervejeiro mantiveram o investimento em novidades.
A Sociedade Central de Cervejas, casa-mãe da Sagres, e a Unicer, que produz a Super Bock, têm agora mais uma coisa em comum: novos líderes, com perspetivas frescas e estilos de gestão diferentes dos carismáticos executivos que foram substituir.
Na Central de Cervejas, a transição foi feita no ano passado, após a saída de Alberto da Ponte. Ronald den Enzen, um holandês que estava na Heineken desde 1998 e era diretor financeiro, assumiu o cargo em abril de 2012. Diz quem sabe que prefere “fazer” em vez de “aparecer”, o que explica o perfil reservado, as poucas aparições públicas e a quase ausência de entrevistas.
Mas a verdade é que tem feito. Ainda em 2012, reforçou o investimento no mercado angolano, que representa 60% das exportações da empresa e onde a Sagres Mini é o seu maior sucesso, lançou a nova imagem Sagres e ainda comprou a distribuidora de bebidas Sodicel. Já este ano, investiu 5 milhões de euros no lançamento da Sagres Radler, a grande novidade do verão na marca – mas não um exclusivo.
A concorrente Unicer apresentou, quase ao mesmo tempo, a sua Cheers Radler. O nome, que significa “ciclista” em alemão (língua proverbial que dá origem a todas as designações desta bebida alcoólica), designa uma mistura entre limonada e cerveja, uma receita oriunda da Baviera.
Ambas têm 2% de álcool e são comercializadas em garrafas de vidro verde. Mas a Central de Cervejas reclama que a sua tem mais fãs: ainda sem números definitivos, a Sagres Radler já ultrapassou “os quatro milhões de litros [vendidos] desde o seu lançamento”, garante ao Dinheiro Vivo fonte da empresa. (dinheirovivo.pt)