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    Marques Mendes “Seguro não é visto no País como possível primeiro-ministro”

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    O antigo líder do PSD, Marques Mendes, falou na SIC Notícias sobre a rentrée política, referindo que o PS de António José Seguro precisa de “gente com mais cabelos brancos, mais madura,” e que o próprio líder “tem de fazer pela vida porque não é visto no País como primeiro-ministro”. Neste comentário político, Marques Mendes criticou ainda os juízes do Tribunal Constitucional por não “interromperem as férias” para decidir sobre os recursos apresentados pelos candidatos às eleições autárquicas.

    Para Marques Mendes, o PS de António José Seguro precisa de “gente com mais cabelos brancos, mais madura”, afirmou esta noite o antigo líder do PSD na SIC Notícias, justificando que como já foi “líder da oposição” é sua “função” ajudar o actual líder socialista por saber, explicou, que “não é fácil arranjar pessoas”.

    Além disso, prosseguiu, Seguro “tem de fazer pela vida porque não é visto no País como primeiro-ministro”. Para tal, sublinhou Marques Mendes, o líder socialista “tem de ter uma vitória contundente nas autárquicas”, conquistando os seus “bastiões”, e “deve [também começar a] pensar que um líder da oposição hoje em Portugal tem que ter uma imagem de Estado, não pode ser apenas o homem que protesta”.

    Considerando que Seguro “ficou sem discurso” após a crise política de Julho, Marques Mendes afirmou que, neste momento, “a coragem não é divergir, é convergir para encontrar soluções”, confessando que “ao fim de dois anos não podem entender-se” que não haja consensos entre os partidos do arco da governação em relação, por exemplo, “à Europa, à reforma do Estado, ou do IRC”.

    Sobre as eleições autárquicas, agendadas para 29 de Setembro, Marques Mendes disse na SIC Notícias que Portugal parece um País “do quinto Mundo”, sustentando que “daqui a um mês termina a campanha e temos mais de uma dezena de câmaras para as quais não sabemos quem são os candidatos”.

    “E a culpa”, prosseguiu, “é dos partidos que sabiam disto há um ano e nunca tiveram a humildade e coragem de clarificar a questão”, fazendo “um péssimo exercício para a democracia”. Ainda assim, o antigo líder ‘laranja’ sublinhou também a atitude dos juízes do Tribunal Constitucional (TC), “que têm um regime de privilégios” mas que “não podem interromper as férias para decidir”.

    “Esta gente pode ser muito iluminada mas não têm senso. Esta gente [os juízes do TC] parece um mundo à parte, acham-se importantes, não têm humildade para reconhecer as suas falhas. Isto é uma situação excepcional que envolve matérias tão delicadas, num momento tão excepcional que os juízes deviam dizer ‘interrompo as minhas férias porque o País precisa disto’”, criticou Marques Mendes, acrescentando por isso que estamos perante umas “autárquicas atípicas”.

    Nestas declarações na SIC Notícias, o antigo líder do PSD disse prever que no discurso da rentrée política do CDS, o seu líder, o vice-primeiro-ministro Paulo Portas, aposte na “economia, porque é o ministro com a coordenação económica, que vai começar a presidir a uma conselho económico, e que tem a coordenação com a troika”.

    O “grande desafio”, salientou Marques Mendes, é “o Orçamento do Estado”, ou seja, “como conciliar rigor orçamental e crescimento económico” porque, revelou o social-democrata, “a troika não parece estar disponível para rever as metas orçamentais, (…) e para agilizar e rever o défice”. Para Marques Mendes, o desafio do Governo de coligação será, portanto, aplicar “medidas que continuem a estimular o crescimento económico e ao mesmo tempo reduzir o défice”.

    Num breve comentário aos incêndios que têm devastado o Centro e Norte do País, e que já provocaram quatro mortes, Marques Mendes considerou que “infelizmente” há sempre nesta altura do ano “uma dose de demagogia e hipocrisia”, criticando “o grau zero da política de um conjunto de pessoas, designadamente o Bloco de Esquerda, por fazer política à custa do infortúnio”, assim como o facto de passados os meses quentes “nunca mais na vida em Portugal se falar em incêndios”. “Todavia”, sublinhou, é nessa fase que “entramos no problema de fundo, a prevenção”. (noticiasaominuto.com)

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