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    Exportação de gás depende dos testes

    (Fotografia: Adolfo Dumbo)
    (Fotografia: Adolfo Dumbo)

    Os resultados dos testes de processamento que decorrem na fábrica de gás, localizada no município do Soyo, província do Zaire, estão a condicionar o primeiro carregamento de gás natural liquefeito.

    A informação foi avançada quarta-feira pelo director do Desenvolvimento do Projecto Angola LNG, Modesto Laurentino Silva, à margem do encontro que manteve com o governador provincial do Zaire, Joanes André, em Mbanza Congo.
    Sem entrar em detalhes, Laurentino Silva assegurou que, além do Soyo, o Projecto Angola LNG vai,  nos próximos tempos, estender as suas acções aos restantes municípios da província.
    “O município do Soyo é apenas o ponto de partida, por ser ali onde está instalada a fábrica”, disse o responsável, acrescentando que, no quadro das acções da empresa, a prioridade recai sobre os sectores da saúde e educação, sem ignorar actividades de âmbito cultural.
    O primeiro carregamento esteve inicialmente previsto para o mês de Junho de 2012, período que chegou a ser dilatado para o princípio deste ano.
    Durante o encontro, o governador da província do Zaire enalteceu o papel do Projecto Angola LNG, detentor da fábrica de gás natural liquefeito no município do Soyo, na realização de acções sociais nos sectores da saúde, educação e energia eléctrica, que têm contribuído para a melhoria das condições de vida das populações  na região.
    “A Angola LNG é um parceiro social importante do governo que tem desenvolvido vários projectos sociais. Recentemente construiu uma nova ala do hospital municipal do Soyo, cujos equipamentos são de referência tecnológica, além de duas turbinas a gás de 11 Kvas cada, que vão assegurar o fornecimento de energia eléctrica à cidade e arredores”, disse o governador  Joanes André.
    O director do projecto Angola LNG fazia-se acompanhar do presidente de uma empresa homóloga da Indonésia e do embaixador não residente deste país asiático para Angola e Namíbia, Augustinus Sumartono.
    Joanes André lembrou aos visitantes que a província do Zaire é rica em petróleo e outros minerais, como o fosfato, além de possuir enormes reservas hídricas, de que se destaca o rio Zaire, que ocupa o primeiro lugar entre os mais profundos do mundo, com mais de 200 metros.
    À margem do encontro, Joanes André mostrou aos visitantes o museu dos soberanos do antigo Reino do Congo e alguns projectos em curso na capital provincial, Mbanza Congo.

    Projecto de grande dimensão

    A Angola LNG é o maior produtor de Gás Natura Liquefeito (LNG) a operar no país, desde 2008, altura em que estabeleceu a sua base corporativa global em Luanda. Constituída através de um consórcio das maiores empresas do sector de petróleo e gás, nomeadamente a Sonangol que detém 22,8 por cento, as empresas afiliadas da Chevron (36,4 por cento), Total (13,6 por cento), BP (13,6 por cento) e ENI (13,6 por cento), a Angola LNG opera uma das mais modernas fábricas de processamento de gás liquefeito do mundo, tendo um potencial para produzir mil milhões de pés cúbicos de gás limpo por dia distribuído para os mercados doméstico e internacional. A fábrica é abastecida através das reservas de gás estimadas em mais de 10 triliões de pés cúbicos de gás que estão disponíveis nos blocos 0,1,2,14,15,17 e 18 localizados na zona marítima. Trata-se do maior investimento num único projecto já alguma vez feito em Angola.
    O projecto é considerado de importância nacional e fundamental aos planos nacionais do país, visando desenvolver e beneficiar dos seus recursos de gás natural, bem como reduzir a queima de gás e de emissão de gás com efeito estufa. A fábrica tem uma capacidade instalada para produzir 5,2 milhões de toneladas (6,8 BCM – Mil Milhões de Metros Cúbicos”) por ano, armazenar 360.000 m3 gás natural liquefeito (LNG) em tanques de contenção total, e outras facilidades para armazenagem de LPG e condensados e um terminal marítimo de carregamento suficientemente grande para a atracagem de navios carregadores com mais de 210m de comprimento.A fábrica  recebe aproximadamente 1 BCF (Bilhão de Pés Cúbicos) /dia de gás associado a partir dos campos petrolíferos localizados na zona marítima e produzir 5,2 mmt (Milhões de Toneladas Métricas) por ano de gás natural Liquefeito e outros derivados líquidos de gás, assim como abastecer com mais de 125 mmscfd (Milhões de Metros Cúbicos por dia) de gás para o mercado nacional angolano.
    O projecto vai facilitar o desenvolvimento contínuo do sector petrolífero na zona marítima de Angola na medida em que vai reduzir a queima de gás por tocha. (jornaldeangola.com)

    Víctor Mayala

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