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    Maduro toma hoje posse como Presidente da Venezuela

    Fotografia © Reuters
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    O Presidente-eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, toma hoje posse, num país fraturado e com a oposição a insistir na recontagem dos votos do escrutínio de domingo após a vitória tangencial do delfim de Hugo Chávez.

    Maduro parece ter retomado o controlo da situação após protestos pós-eleitorais terem degenerado em violência em diversas regiões da Venezuela, com um balanço de oito mortos e cerca de 60 feridos.
    Com um mandato incerto, após uma curta vitória (50,8% dos votos) sobre o rival conservador Henrique Capriles (49%), Maduro já foi reconhecido pela quase totalidade dos países latino-americanos, enquanto diversos líderes decidiram viajar para Caracas e assistir à tomada de posse, em que Portugal estará representado pelo secretário de Estado das Comunidades, José Cesário.
    A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, a sua homóloga da Argentina, Cristina Kirchner, e os chefes de Estado do Uruguai e Bolívia, José Mujica e Evo Morales, já confirmaram a sua presença na capital venezuelana.
    Na noite de quinta-feira, os líderes da União de Nações Sul Americanas (UNASUR) reuniram-se numa cimeira extraordinária em Lima, capital do Peru, para abordar a crise política na Venezuela, um dos maiores produtores mundiais de petróleo.
    A UNASUR inclui doze membros (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela) e atualmente é presidida pelo Peru.
    Os preparativos para a tomada de posse ficaram concluídos na quinta-feira e Maduro tem preenchidas as condições para prestar hoje juramento no Parlamento e completar o mandato de seis anos de Hugo Chávez, que morreu em 5 de março vítima de cancro na zona pélvica após 14 anos no poder.
    A oposição venezuelana continua a multiplicar os obstáculos para dificultar a ação do Presidente eleito, enfraquecido pela sua escassa vitória no escrutínio e pela difícil situação económica do país.
    Ao insistir em irregularidades na votação, mas sem radicalizar o discurso para manter o terreno político que conquistou após um resultado pouco previsível, Capriles solicitou na quarta-feira ao Conselho nacional eleitoral a recontagem dos votos, que no entanto já tinha confirmado a vitória de Maduro.
    O novo líder da Venezuela também recebeu o apoio do Supremo Tribunal, que deliberou ser impossível proceder a uma recontagem manual do sufrágio, como foi solicitado pela oposição.

    (lusa.pt)

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