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Angola pugna pelo respeito da soberania e integridade da RDC

0,18ce49ec-60bb-4937-a980-749149d54663Angola manifesta a sua disposição de continuar a pugnar para que seja respeitada a soberania e integridade territorial da República Democrática do Congo (RDC) e dos estados da região dos Grandes Lagos e que os diferendos fronteiriços sejam resolvidos pela via negociada, declarou hoje, domingo, em Addis Abeba (Etiópia), o vice-presidente da República.

Manuel Domingos Vicente discursava em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, na cerimónia de assinatura dos “acordos de cooperação para a paz e estabilidade na República Democrática do Congo (RDC) e região dos Grandes Lagos”, com o envolvimento de países vizinhos, das comunidades regionais e internacional, que teve lugar este domingo na capital etíope, Addis Abeba.

Declarou que o país apoia a implementação do acordo porque a erradicação dos factores na base do recorrente ciclo de tensão no leste da República Democrática do Congo e nos Grandes Lagos, em geral, é um objectivo de longo alcance susceptível de estabilizar a médio prazo estes territórios.

Disse esperar que o acordo não seja apenas um arranjo diplomático, mas um compromisso sério e honesto de todos os signatários perante a comunidade internacional para com a estabilização da RDC e dos Grandes Lagos, acreditando que a ONU disponibilizará os meios necessários para o efeito.

Lamentou o facto de, apesar de “importantes e corajosos passos” que permitiram resolver diferendos e reduzir substancialmente a tensão, continuarem a persistir problemas “bastante difíceis e complexos” que se reflectem na prevalência dos ciclos de violência na RDC, na consequente instabilidade da fronteira com países vizinhos e no elevado défice de confiança mútua entre Estados, reflexo da debilidade e insuficiência das soluções diplomáticas.

Segundo o vice-presidente da República, a crise na RDC e na região dos Grandes Lagos representa assim um contínuo e sério desafio à capacidade de acção e à credibilidade dos mecanismos regionais africanos, das Nações Unidas e da comunidade internacional, em geral, em matéria de paz e segurança.

“Contudo, enfatizou, os Estados não se devem eximir do facto de que a principal responsabilidade na busca da paz regional recai sobre si. A comunidade internacional deverá redobrar os seus esforços de facilitação, mediação e assistência multifacetada”.

Manuel Vicente defendeu que a cessação imediata e incondicional de todo o tipo de assistência aos grupos armados que desestabilizam os Estados da região deve ser o ponto de partida do compromisso de todas as partes com a paz regional, salientando que de outra forma se poderá assistir a uma escalada de hostilidades com consequências imprevisíveis.

Disse ainda que os factores que ameaçam a paz e segurança regional não advêm apenas da acção de grupos armados, uma vez existirem imensos desafios de natureza económica, social e outros cuja resolução poderá ocorrer a longo prazo, no âmbito da integração regional.

Afirmou ser firme a convicção de Angola que a estabilização do leste da RDC e a pacificação total da região dos Grandes Lagos é um objectivo possível e promete continuar a trabalhar com os países da região, a União Africa e ONU para uma saída diplomática para a crise.

Manuel Vicente assinou o acordo que visa pôr fim aos recorrentes ciclos de conflitos e de violência na RDC motivados por grupos armados e que já provocou milhares de mortes e cerca de dois milhões de deslocados.

Rubricaram ainda o documento os presidentes das Repúblicas do Congo, Joseph Kabila, do Congo, Denis Sassou Nguesso, do Rwanda, Paul Kagame, da África do Sul, Jacob Zuma, do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit e Jakaya Mrisho kikwete, da Tanzânia.

O Uganda, a República Centro Africana, o Burundi e a Zâmbia se fizerem representar por membros dos respectivos governos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os presidentes da comissão da União Africana, Nkosozana Dlamini Zuma, e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Armando Emílio Guebuza, assim como um representante da Conferência Internacional dos Grandes Lagos, foram outras das entidades que rubricaram o “acordo de cooperação para a paz e estabilidade na RDC e região dos Grandes Lagos”.

 

(portalangop.co.ao)

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