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Poesia de Agostinho Neto e concerto marcam Semana de Angola

20130218075720poes_net1O encerramento do colóquio sobre a vida e obra de Agostinho Neto, que analisaram a dimensão linguística dos textos do “Poeta Maior”, e a realização de um concerto foram as maiores atracções do final da Semana de Angola na Feira Internacional do Livro de Cuba.
O colóquio, aberto no segundo dia da feira, na Casa de África, em Havana, assinalou as diversas facetas estéticas da literatura de Agostinho Neto, a sua importância e influência no processo de libertação nacional. Luís Neto Kiambata, Manuel Rui Monteiro, João Maimona e Abreu Paxe apresentaram opiniões e depoimentos.
“No processo de luta pela independência e defesa dos nossos valores um nome distingue-se, devido ao empenho que consagrou ao longo de toda a sua vida como cidadão normal, entidade, nacionalista, político, homem de cultura, médico e estadista, que tudo deixou para se consagrar à causa do povo angolano”, referiu Luís Neto Kiambata.
O conferencista Manuel Rui Monteiro declamou poesia e dissertou sobre o legado cultural de Agostinho Neto e a sua importância histórica para a independência nacional e a defesa da tradição angolana.
O escritor Abreu Paxe, outro conferencista, fez uma exposição sobre a obra de Agostinho Neto e a sua influência nos jovens autores e na criação de uma sociedade assente nos seus próprios valores culturais. Para João Maimona, a poesia do autor de “Sagrada Esperança” aproxima-se da “voz colectiva”, de uma realidade que faz nascer dentro da comunidade o sentimento de denúncia da era colonial.
“É nessas zonas de separação, criadas pelo colonialismo e o racismo, que o poeta desenvolve e tenta integrar a sua linguagem, comprometida com a sua época. Com ela, Neto aparece como figura colectiva de outras que desapareceram nos focos de combate. A linguagem assume aqui uma arquitectura individual da palavra como veículo de esperança. Em Agostinho Neto, a esperança define-se como substância da colectividade, tonificando-a no processo de destruição da ordem social colonial”, defendeu João Maimona.
A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, que encerrou o colóquio moderado por Adriano Mixinge, considerou que os depoimentos apresentados, os trabalhos realizados e a participação de Angola na Feira do Livro de Havana representam a vontade dos dois países de estarem mais unidos. “São desafios que se colocam aos jovens para responderem ao engajamento dos líderes pela sua liberdade”, realçou.

O debate, um dos pontos altos do dia, prendeu a atenção dos cubanos e de todos os angolanos presentes na feira, como membros da delegação ou estudantes. Mas, para os jovens, um dos melhores momentos deste final de semana foi o espectáculo realizado por artistas angolanos.
O espectáculo, realizado no Teatro Mella, juntou artistas consagrados e da nova vaga, provando, segundo as ovações da plateia, que o testemunho está a ser bem passado.
Com a duração de uma hora e meia, o espectáculo foi aberto com a exibição do grupo de dança folclórica da Lunda-Norte Tchianda Akishi, que mostrou a riqueza rítmica e cultural da região, numa coreografia em homenagem a amizade entre Angola e Cuba.
Sob os aplausos do público, foi a vez do Duo Canhoto subir ao palco para interpretar temas como “Tata Ku Matadi” e “Omboio”. A dupla de trovadores, composta por Antero Ekuikui e Guilherme Maurício, mostrou a diversidade do cancioneiro popular angolano.
Depois, foi a vez do cantor Celso Mambo interpretar “Muxima” em estilo lírico, uma das novas tendências da música angolana. O artista cedeu o palco ao consagrado Santocas, que interpretou temas revolucionários conhecidos dos cubanos, como “Massacre de Kifangondo” e “Valódia”.
A única voz feminina do espectáculo, Angela Ferrão, também dignificou o nome do país e provou que as mulheres têm contribuído para a evolução da música angolana. A cantora interpretou os temas “Lua-Auno” e “Misma yo Simba” antes da actuação de Gabriel Tchiema, que cantou os sucessos “Azulula” e “Issaka” com ritmos da Lunda-Norte. Tony Amado e dançarinos animaram o espectáculo com uma dose de kuduro, antes da actuação de Matias Damásio, que encerrou o espectáculo. No final da actuação, os estudantes angolanos presentes do Teatro Mella elogiaram os artistas. “É um pouco difícil ouvir música angolana em Cuba. Peço que actividades do género não parem e sejam realizadas mais vezes, porque há pessoas que não conhecem ainda Angola ou a sua cultura”, defendeu um bolseiro.

(jornaldeangola.com)

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