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Palancas Negras para lá do CAN2013 e do ranking FIFA

palancas_negras_2O CAN2013 que há uma semana cerrou cortinas na África do Sul continua a impor os seus efeitos aos Palancas Negras, que receberam no dia de São Valentim um “presente” no ranking da FIFA. Mas o torneio também permitiu amelhar experiência relevante para o futuro.

Uma queda de 16 lugares, passando de 78º para 94º na lista FIFA e de 19º para 25º no continente, na mais recente actualização do ranking publicada no passado dia 14 é apenas uma das consequências negativas – geralmente mais notórias – da produção quantitativa na prova sul-africana.

A equipa de Gustavo Ferrin defraudou as expectativas criadas nos adeptos, ao ser “vítima” da sua própria armadilha, face aos números impressionantes da fase pré-competitiva, em que somou triunfos, mesmo diante de adversários de referência como o então campeão em título e o segundo país mais titulado no continente.

Quando tudo indicava para o “sarar das feridas” causadas pelo CAN2013, o ranking FIFA interveio para mensurar o “desastre” que foi a sétima campanha africana dos Palancas, resumida num ponto, um golo (não foi marcado por nenhum jogador dos Palancas), e o antepenúltimo lugar entre 16 selecções.

Os números valem o que valem. Na verdade, a realidade futebolística actual de Angola está para além da crueza destes números e do seu impacto, na mesma proporção que esteve para os resultados bem sucedidos dos jogos amigáveis antes da cimeira do futebol.

Efectivamente, o ranking reflecte o peso de cada selecção na relação com os seus adversários. Porém, é meramente aritmético, pois, reconhecendo-se-lhe devido valor, outras valências devem ser tidas em conta, de igual modo para os jogos de preparação.

O caso concreto dos Palancas Negras, entraram para esta campanha com um novo treinador, a quem foi pedido que renovasse o plantel, mas “en passant” qualificasse, no mínimo, aos quartos-de-final.

Tudo apontava para essa direcção, quer pelo emparceiramento no grupo A, quer pelo sucesso na fase de preparação. Mas um jogo treino e uma partida oficial têm especificidades e particularidades de que nunca se deve descurar. Servindo o treino para preparar o jogo, quanto melhor realizado tanto maior o optimismo quanto ao êxito na hora da verdade.

Angola foi campeã dos jogos treinos, em que saiu invicta. Porém o que conta para o ranking é desfecho das partidas oficiais. Ao sobrevalorizar as sucessivas vitórias-treino, sem ter em conta o contexto, o caracter do jogo e objectivos e estratégia dos oponentes, é de uma ingenuidade confrangedora.

A pressão própria de uma partida a sério, sobretudo para os estreantes em competições do género, a afectação física de peças fundamentais e (porque não?), um seleccionador que se estreia nestas lides configuram um cenário propício para insucesso, que entretanto o empate inaugural tentou “desmentir”. Além disso, os Palancas Negras manifestaram também fragilidade psicológica, ante a adversidade, e ausência de um líder assumido em campo, acabando presa fácil do seu próprio despreparo.

Contudo, nem tudo foi mau no CAN2013 para os Palancas. A estratégia da FAF (Federação Angolana de Futebol) obteve ganhos importantes na África do Sul com a inclusão de jogadores jovens no plantel, alguns dos quais como titulares. E mesmo os que não alinharam decerto guardam na memória vivência de um torneio de tal envergadura.

De resto, isso pôde ser percebido nas palavras do timoneiro encarregue do rejuvenescimento da equipa nacional. Gustavo Ferrin, na entrevista de balanço concedida à Angop ainda em Joanesburgo, sublinhou que, apesar de triste com o desfecho no torneio, se sentia “muito satisfeito” com o desenrolar do plano de renovação bem como pela intervenção dos jovens.

Efectivamente, são tantas as lições retiradas desse torneio continental que o futuro dos Palancas só pode ser promissor. Ao que tudo indica, recursos e suporte institucional existem, tal como qualidade na equipa técnica e talento entre os jogadores. Será uma questão de tempo.

Por isso é de todo despropositada a sugestão de interromper a participação internacional para reorganizar. Mesmo porque, como ficou agora demonstrado, só a competição permite aquilatar o real nível dos Palancas em relação aos seus adversários.

De resto, é bom recordar que se no início estão 16 selecções na “linha de partida”, apenas uma pode chegar ao topo, o que quer dizer que as outras 15 terão de se conformar com posições de menor.

Quanto à Selecção nacional em breve terá oportunidade de confirmar a sua maturação nas eliminatórias do Mundial2014 e nas do CHAN do mesmo ano. (portalangop.co.ao)

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