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Intelectuais ‘desmontam’ narrativa e pensamento de Neto

images-1Havana  – Uma análise aprofundada e técnico-científica sobre a narrativa poética e a dimensão linguística dos textos do poeta Agostinho Neto centralizou nesse sábado, em Cuba, a atenção dos participantes ao Colóquio sobre a Vida e Obra do autor.

No quadro da realização da XXII Feira Internacional do Livro de Havana, dezenas de intelectuais, entre escritores, historiadores e homens de arte, analisaram o percurso histórico e literário do poeta, num exercício mental que visou explicar, também, a influência do pensamento político do autor de “Sagrada Esperança”.

A narrativa de Agostinho Neto e o seu percurso histórico, enquanto nacionalista, foram esmiuçadas pelos escritores angolanos Manuel Rui Monteiro, João Maymona e Abreu Paxe, além do embaixador Luís Neto Kiambata, para quem o poeta “soube compreender e fortalecer o sentimento nacional, respeitando as tradições, religiões, usos e costumes.

Na perspectiva de Luís Neto Kiambata, tratou-se de um homem que interpretava o sentimento nacional como garante de um certo estado de civilização, daí considera-lo o símbolo máximo do nacionalismo angolano.

“Agostinho Neto, que eu considero como símbolo máximo do nosso nacionalismo, cedo abraçou os princípios sagrados da liberdade, notabilizando-se em toda a sua mocidade”, referiu.

Lembrou que a contribuição política que dedicou na valorização dos ideais da independência é de se engrandecer sempre.

Por sua vez, João Maymona afirmou que a poesia de Agostinho Neto é de libertação, acrescentando que, desde os textos iniciais, a linguagem se define como instrumento para a tradução literária das angústias e esperanças de toda uma comunidade humana.

Segundo o analista, na perspectiva temática que desenvolve nos Livros Sagrada Esperança e Renúncia Impossível, Agostinho Neto consegue uma poesia onde se associam vários percursos de homens de uma época que o poeta conheceu.

Para si, o sentido de liberdade que se instala no espírito do poeta conduz os analistas e leitores para uma atmosfera de conquista da consciência, em cujo interior se reconhece invólucros de certeza e fé que o poeta oferece.

João Maymona entende que para Agostinho Neto a imagem da poesia aproxima-se da voz colectiva, de uma realidade que faz nascer na colectividade o sentimento de denúncia e de projecção de uma paisagem colonial.

Por sua vez, a ministra da Cultura Rosa Cruz e Silva, que encerrou o evento, disse acreditar que o resultado do colóquio e de outras actividades realizadas no âmbito da Feira do Livro mostram a vontade de Angola e Cuba estarem cada vez mais próximos e unidos.

Afirmou que outros desafios se colocam aos dois países e povos, sobretudo a nova geração, a quem se deve passar esse testemunho do que foi o esforço, engajamento e compromisso dos lideres angolanos.

O Colóquio Sobre Agostinho Neto realizou-se de 16 a 17 desse mês. (portalangop.co.ao)

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