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As cidades mais promissoras

LUANDA-Segundo um estudo da consultora McKinsey, Luanda é a nona cidade do mundo que registará a entrada de mais jovens no Mercado de consumo até 2025. Saiba porque as metropoles dos emergentes serao as que mais contribuem para a riqueza mundial.

Em 2011, a consultora McKinsey publicou um relatório alargado sobre a emergencia das mega-cidades (EXAME n. 15). Segundo os dados, as 600 maiores cidades do mundo vão representar 65% da riqueza da economia mundial até 2025. A parte do estudo que mais interessava a Angola dizia respeito às designadas “cidades do futuro”, aquelas cuja contribuição para o PIB mais tem crescido), um clube de 230 novas “estrelas”, onde pontificavam Luanda e Huambo.

O estudo foi agora actualizado, face a novos dados demográficos, em particular da Índia e da China. Os analistas concluíram que em 2025 as cidades vão absorver 1000 milhões de novos consumidores (devido à ascensão da classe média) que injectarão mais 20 biliões de dólares na economia. Entre os cidadãos urbanos, cerca de 600 milhões viverão em 440 cidades de países emergentes que, em termos acumulados, representarão perto de 50% do PIB mundial. Tal afluxo populacional exigirá, segundo a McKinsey, cerca de 20 biliões de dólares de investimento até 2025 (o dobro do valor actual) em particular nos países emergentes.

Mas nem tudo são boas notícias. A urbanização crescente e o aumento do poder de compra vão colocar mais pressão sobre os recursos físicos e naturais desses países. As grandes cidades precisarão de 85% da área disponível para construção (valor similar à área da Áustria), mais 80 mil milhões de metros cúbicos de água e 2,5 vezes mais infra-estruturas portuárias.

O estudo da McKinsey é baseado numa base de dados com 2600 cidades. Destas, os peritos escolheram as 600 metrópoles de maior crescimento, das quais 440 estão em países emergentes. O passo seguinte foi, dentro delas, encontrar os mercados mais promissores para as empresas se instalarem, consoante os serviços que elas prestam ou os nichos em que se especializam. Os peritos seleccionaram cinco critérios de segmentação, divididos em dois grupos: por idade (idosos com poder de compra e jovens que ascenderam à classe média) e por necessidade (prestação de serviços de limpeza, área disponível para escritórios e a procura de água canalizada). Para cada um deles, encontraram as cinco cidades mais “quentes” em termos de potencial de crescimento — são elas: Xangai, na China; Lagos, na Nigéria; São Paulo, no Brasil; Nova Iorque, nos Estados Unidos; e Bombaim na Índia (veja quadro). No segundo segmento (a entrada de jovens no mercado de consumo) Luanda alcança o invejável estatuto de nona cidade do mundo de maior potencial de crescimento até 2025.

Luanda será a 5.ª mais populosa de África

 

Olhar para a atractividade das cidades, em vez de apenas para os países, é, segundo a McKinsey, uma abordagem útil. Uma empresa que se dedique à prestação de serviços de limpeza concluirá, por exemplo, que terá melhor probabilidade de sucesso (pelo menos em termos de mercado potencial) se se instalar em São Paulo (a melhor neste critério) do que em Nova Iorque (16.ª) ou Londres (20.ª).

 

Infelizmente, de acordo com uma sondagem recente da consultora, apenas um em cada cinco executivos decide a localização dos seus investimentos com base na análise do potencial futuro das cidades. Essa análise, acrescentam, é igualmente útil para o poder local. Chicago, por exemplo, usou-a para elaborar um plano de crescimento da sua oferta de serviços municipalizados.

 

Aqui entra aquilo a que os economistas chamam “economias de escala”. Uma cidade de maior dimensão atrai mais empresas e mais quadros qualificados (Xangai, por exemplo, já produz 100 mil licenciados por ano e alberga mais de 500 mil expatriados). Um outro estudo paralelo feito na Índia demonstrou que oferecer serviços básicos como água, habitação, escolas ou centros de saúde é cerca de 30% a 50% mais barato nas grandes cidades do que nas zonais rurais. Segundo as estatísticas da McKinsey, hoje as “megacidades” representam 38% da população mundial, mas geram 72% do PIB global. Entre elas, as 600 mais dinâmicas serão responsáveis por 20% da população e 65% do PIB até 2025. Só que o ritmo de urbanização, mesmo entre as cidades dos países emergentes, não é homogéneo (a maturidade do processo na América Latina, por exemplo, é maior do que na China ou na Índia).

 

Só que poucos executivos se apercebem da escala e da velocidade a que os progressos estão a ocorrer. Nos últimos três anos, houve três cidades chinesas que ultrapassaram os 10 milhões de habitantes. Até 2025, porém, haverá apenas uma cidade ocidental (Chicago) a atingir tal fasquia.

 

As alterações serão ainda mais dramáticas no grupo das 440 de países emergentes, no qual se destacam 20 “megacidades” (com populações acima dos 10 milhões) caso de Xangai, São Paulo, Istambul e Lagos. Mais de metade desse lote pertence à China (com 242 cidades, das quais 236 são de dimensão média, ou seja, têm entre 200 mil a 10 milhões de habitantes). Segue-se a América Latina com 57 cidades, o Sudoeste Asiático (incluindo a Índia) com 36 e a África e o Médio Oriente com 39.

 

Destas últimas, 37 são de média dimensão, destacando-se Kumasi (Gana) que se distingue na produção de madeira; Port Harcout (Nigéria) centro de refinação de petróleo; Doha (capital do Qatar) e Luanda (a terceira maior cidade do mundo onde se fala português, depois de São Paulo e Rio de Janeiro). Segundo os dados da consultora, Luanda tinha cerca de 4 milhões de habitantes em 2007 (era a 7.ª do continente) e passará a ter 8236 milhões em 2025 (chegando ao 5.º lugar, depois de Kinshasa, Lagos, Cairo e Joanesburgo). Ou seja, a população mais do que duplicará, o que é uma boa notícia para os empresários. FILIPE CARDOSO (Exame Angola)

 

 

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