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Malária continua a ser a principal causa de mortalidade hospitalar na Huíla

57BFB362-0640-48F5-A50A-F01144B1EE1A_w640_r1_s_cx0_cy10_cw0Apesar dos esforços do governo para o controlo da enfermidade, a fraca especialização do pessoal sanitário no caso específico da malária acaba por reflectir na sua prevalência

A doença endémica na África subsaariana tem estado na base de vários programas do executivo angolano e seus parceiros internacionais com vista a mitigar os efeitos nefastos sobretudo em crianças e mulheres grávidas.

Na Huíla a distribuição de mosquiteiros a crianças menores de cinco anos e a mulheres grávidas bem como a pulverização intradomiciliar para combater a proliferação dos mosquitos é a prática comum usada pelas autoridades sanitárias.
No maior hospital da região sul Dr. António Agostinho Neto, está em marcha um plano para refrescamento dos médicos expatriados, oriundos de países em que a malária está erradicada.

De acordo com o director clínico do hospital geral do Lubango, Zola Diakusekele, é fundamental que os médicos expatriados e não só actualizem os seus conhecimentos para que possam abordar com eficiência o combate a malária.

“Nós constatamos ao longo destes três anos que estamos a frente que há necessidade de refrescar, actualizar, informar todos os colegas que vêm aqui a trabalhar. Porque conforme já disse nas terras deles não há malária em cuba a malária já foi erradicada nos países do bloco do leste praticamente eles não têm malária, de formas que quando vêm aqui não têm prática e se têm algum conhecimento é porque leu em algum sítio qualquer. Nós vamos desencadear a partir do primeiro trimestre cursos de formação de refrescamento de todo o pessoal não só o pessoal expatriado mas também dos angolanos”.

Apesar de ser um trabalho específico do departamento de saúde pública e controlo de endemias, o hospital geral do Lubango tem estado empenhado no combate a malária.

Zola Diakusekele defende que o número de mortes por malária em Angola pode baixar significativamente no dia que o país descobrir o tipo de mosquitos existentes.

“O dia que a saúde pública, angola vai saber em 1º lugar que tipo de mosquito nós temos entre anophelinos, culex… e se desencadear a medidas pertinentes e conseguir reduzir este mosquito, eu acho que haverá vertiginosamente também baixa de casos de malária e por conseguinte a taxa de mortalidade por malária irá progressivamente diminuir”.

Dos 82 médicos a trabalhar no hospital geral do Lubango apenas 16 são angolanos. A maioria dos médicos expatriados é proveniente de Cuba, Europa do leste e da Ásia Oriental. (voaportugues.com)

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