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Projecto do Executivo dá os primeiros frutos

20130208072554bueO projecto do Executivo denominado Balcão Único do Empreendedor (BUE), um serviço público que visa financiar e simplificar o processo de constituição e licenciamento de empresas, começa a dar os primeiros frutos com a constituição de várias unidades que estão a proporcionar posto de trabalhos a muitos jovens.
Rosa João Lopes Cordeiro, proprietária de uma pastelaria, localizada no bairro da Nocal, Cazenga, é uma das beneficiárias do “Crédito BUE”. Recorreu ao serviço para legalizar o seu estabelecimento e habilitar-se ao crédito. A beneficiária explicou que a centralização dos serviços num único espaço público facilita a criação, constituição e legalização das empresas num curto espaço de tempo, facilitando o acesso ao crédito.
Rosa explicou que exerce actividade de pasteleira há 15 anos.
“Trabalho há 15 anos aqui no meu domicílio. Comecei com um forno a gás e graças ao BUE adquiri outros materiais para melhorar o meu negócio”.
Rosa Cordeiro assegurou que com os valores que recebeu, conseguiu arrancar com micro empresa. Para ela, o programa veio ajudar muitos jovens que se encontravam desempregados ou, como era o seu caso, “fazíamos trabalhos precários. Agora, graças ao dinheiro que ganho, consigo sustentar a família, estudar e fazer o reembolso a que estou obrigada”.
Venâncio Muanaxiwa é dono de uma tabacaria no bairro da Cuca. Ante agora trabalhava apenas com uma máquina fotocopiadora, mas com a obtenção do “Crédito BUE” adquiriu outra máquina, o que lhe deu a possibilidade de empregar mais um jovem. “Pratico esta profissão de comerciante há muitos anos e por isso não tenho tido dificuldades”, disse.
Venâncio Muanaxiwa, explicou que os clientes que diariamente acorrem à sua tabacaria são, na sua maioria, jovens estudantes. “Para além das fotocópias, também plastificamos documentos e vendemos material escolar para crianças e adultos”, explicou.

Venâncio Muanaxiwa disse que o BUE “veio ajudar os jovens mais desfavorecidos e espero que o Executivo desenvolva este programa tão importante”.
Já a pensar no futuro, Venâncio Muanaxiwa perspectiva ampliar a empresa, adquirir novos equipamentos e empregar mais jovens.
O surgimento do BUE melhorou as condições de vida das pessoas e está a retirar muita gente do mercado informal. “Qualquer programa criado pelo Executivo surge para facilitar a vida ao cidadão, mas é importante, antes de recorrermos ao crédito, analisar as suas vantagens e a forma de liquidação do dinheiro”, aconselhou Muanaxiwa.
O projecto veio dar a possibilidade às pessoas de constituírem as suas empresas porque quando é necessário, têm acesso ao crédito.

Relançamento da actividade

Rosa João Lopes Cordeiro explicou que com o “Crédito BUE” relançou a sua actividade. Adquiriu várias máquinas que lhe permitiram aumentar a produção diária. “Irmã Rosa dos bolos”, como é tratada pelos seus clientes, afirmou que no passado trabalhava por encomenda. “Hoje, com aumento das máquinas aumentei a produção e alarguei a carteira de clientes. Já não fico à espera das encomendas”, disse.
Rosa Cordeiro explicou que antes trabalhava com um forno a gás, que encomendou a um serralheiro. Com aquisição das novas máquinas pensa expandir o negócio a outras áreas. Mas a falta de espaço é um problema: “estou a trabalhar para conseguir um espaço maior a fim de expandir mais o negócio”.

Honrar compromissos

Os contemplados com créditos “BUE” reconheceram ao Jornal de Angola que é preciso honrar os compromissos assumidos reembolsando nos prazos previstos os créditos recebidos.
Venâncio Muanaxiwa aconselhou os jovens a aderirem ao BUE, porque tem muitas vantagens: “para além do crédito, dá possibilidade de legalizar os negócios”. Apelou à direcção do projecto BUE para convencer os bancos a aumentarem o valor do crédito a fim dos empreendedores elevarem os seus rendimentos.
Aos jovens beneficiários disse que não podem esquecer os reembolsos porque se todos cumprirem, mais fundos existem para ajudar outros jovens.

Postos de trabalho

Com o crédito e a legalização das empresas, muitos beneficiários proporcionaram postos de trabalho a centenas de jovens. Rosa Cordeiro com a expansão do seu negócio conseguiu dar emprego a quatro jovens: “e só não dou emprego a mais pessoas porque não tenho espaço”.
Venâncio Muanaxiwa, emprega dois jovens na sua tabacaria dois jovens, “um na recepção dos documentos ao balcão e outro na reprografia”. A perspectiva, explicou Muanaxiwa ao Jornal de Angola, é continuar a trabalhar, criar mais postos de trabalho, para poder ajudar outros jovens que se encontram desempregados. Com a legalização das micro empresas e com o crédito muitas actividades comerciais ou de serviços surgiram de novo ou foram dinamizadas. Centenas de jovens conseguiram o primeiro emprego.
“Foi difícil conseguir o emprego, mas agora sinto-me bem por estar a trabalhar nesta fábrica”, disse Madalena Jaime, acrescentando que está em melhores condições para suportar os seus estudos e outras necessidades.
Baptista Dala, um trabalhador que conseguiu o primeiro emprego graças ao projecto BUE, afirmou que a abertura de pequenas unidades comerciais e empresas privadas em diferentes localidades veio facilitar e melhorar as condições de vida de muitos cidadãos, que viviam na condição de desempregados.

Constituição da empresa

O Balcão Único do Empreendedor (BUE) é um serviço espalhado pelo país e concentra num único local, os diversos serviços para constituição e licenciamento de empresas. É elado pelo Ministério da Justiça e constitui um grande avanço na dinamização do tecido empresarial em Angola.
Para a constituição da empresa através do Balcão Único do Empreendedor, o empresário deve ter o Certificado de Admissibilidade e o Pacto ou Acto Constitutivo no modelo próprio.
Após a verificação da documentação e pagamento dos emolumentos, o Balcão Único do Empreendedor disponibiliza os formulários para constituição da empresa e procede ao registo do contrato da sociedade.
É neste momento que é tratado também o registo nas Finanças e Segurança Social.
Normalmente, após 5 dias úteis, o BUE confirma o registo da empresa, remete o início de actividade às Finanças, Inspecção do Trabalho, Cadastro Comercial, Segurança Social e registo na Conservatória do Registo Comercial.
O Balcão Único do Empreendedor (BUE) é a melhor forma de facilitar a constituição de empresas em Angola. Os utentes também podem obter apoio fiscal e acesso a linhas de crédito bonificado. (jornaldeangola.com)

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