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Ramos-Horta quer famílias guineenses a dormir tranquilamente

O ex-Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta afirmou hoje que aceitou a missão na Guiné-Bissau para ajudar a criar condições para que as famílias guineenses, à noite, durmam tranquilas nas suas casas.

“A minha preocupação primeira é tentar criar condições para que cada família, à noite, em sua casa durma tranquila. Para que as crianças possam ir às escolas, caminhando nas ruas, alegremente, sem qualquer receio”, disse à agência Lusa José Ramos-Horta.

O Prémio Nobel da Paz deixa hoje a cidade de Díli rumo a Bissau, onde deverá chegar ao início da madrugada de dia 13, para chefiar o Gabinete Integrado do ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) como representante do secretário-geral das Nações Unidas.

“Para isso é que eu aceitei a missão de ir para a Guiné-Bissau e devolver aos guineenses total confiança nas suas instituições, restaurar a paz e a tranquilidade naquele país”, salientou.

O país é governado desde abril passado por um executivo de transição, na sequência de um golpe de Estado, que prometeu fazer eleições até abril deste ano, mas que, entretanto, reconheceu não estarem ainda reunidas as condições necessárias para a sua realização.

Para José Ramos-Horta, não é prudente exigir eleições rápidas.

“Não há condições políticas, condições de segurança, condições técnicas, recenseamento credível, uma comissão eleitoral totalmente idónea, isenta e competente”, explicou.

Os partidos políticos com assento no parlamento da Guiné-Bissau estão a elaborar um roteiro e para o representante do secretário-geral da ONU é melhor esperar por aquele trabalho, que será considerado pelas Nações Unidas, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e União Europeia.

“Se forem persuadidos por um roteiro credível, abrangente, encontrar-se-á financiamento. O importante é que não haja pressas na realização de eleições sem que se tenham resolvido algumas questões de segurança, de estabilização, pacificação e reconciliação”, acrescentou.

Para o ex-Presidente timorense, as eleições a realizar “devem ser as melhores de sempre na Guiné-Bissau para que sejam o ponto de partida para pôr para trás anos e anos de sofrimento”.

Tarefa mais complexa, segundo José Ramos-Horta, será a modernização das forças armadas, que, salientou, “querem a modernização”.

“Eles não querem que as suas forças continuem a viver como têm vivido ao longo de quase quatro décadas, sem atenção por parte do Estado, sem atenção por parte da comunidade internacional, em que os militares não têm condições mínimas de dignidade, de vida, de conforto, de operacionalidade”, disse.

José Ramos-Horta foi nomeado representante do secretário-geral da ONU no início de janeiro. (lusa.pt)

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