- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Mundo Lusófono Guiné-Bissau ONU: Insegurança e instabilidade continuam problemas sérios na Guiné-Bissau

ONU: Insegurança e instabilidade continuam problemas sérios na Guiné-Bissau

A insegurança e a impunidade continuam a constituir problemas sérios na Guiné-Bissau, advertem as Nações Unidas em comunicado citando o assistente do secretário-geral para os Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun.

Num comunicado emitido na sequência da reunião do Conselho de Segurança de terça-feira, enviado hoje à Lusa, a ONU cita o quadro da organização para dizer que, apesar de medidas recentes para avançar o processo de transição, o Governo deve “fazer face urgentemente” ao problema da impunidade e da insegurança.

Na Guiné-Bissau paira entre a população “um clima geral de medo, resultante dos recentes casos de espancamento, tortura e intimidação que continuam a restringir a liberdade de reunião e de informação”, disse Tayé-Brook Zerihoun.

O comunicado lembra o golpe de Estado de 12 de abril do ano passado e “incidentes recentes” como “um ataque a uma base militar em outubro o qual alegadamente resultou em várias mortes”.

“Na sua apresentação do último relatório do secretário-geral, Ban Ki-moon, ao Conselho sobre os desenvolvimentos recentes no país, Zerihoun observou que nenhum dos indivíduos envolvidos no ataque de outubro foi traduzido à justiça, apesar de alegadamente as investigações terem sido concluídas e submetidas ao Tribunal Militar”, diz o comunicado.

Nele faz-se referência a visitas a prisões de funcionários do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), onde constataram “condições inadequadas de detenção”, e falta de acesso a cuidados médicos, alimentação e água potável.

Zerihoun falou também ao Conselho da “grande preocupação” que é a “contínua falta de controlo civil e fiscalização das forças de Defesa e Segurança” e as contínuas “tentativas por parte de alguns políticos de manipular os militares”.

Zerihoun acrescentou que, “embora a restauração da ordem constitucional através de eleições” seja “uma prioridade chave”, a comunidade internacional “deve também apoiar os esforços visando o combate à impunidade durante o período de transição e a médio e longo prazos, para uma estabilidade sustentável”.

“Só assim a Guiné-Bissau terá a oportunidade de reverter décadas de instabilidade, mudanças inconstitucionais de Governo, sérios abusos de direitos humanos e impunidade”, disse, reafirmando o compromisso da ONU em apoiar a Guiné-Bissau no processo de reconciliação.

A 21 de outubro do ano passado, uma suposta tentativa de assalto a um quartel de elite em Bissau resultou em seis mortes, segundo as autoridades, todas de atacantes.

Na altura o Governo de transição da Guiné-Bissau acusou Portugal de envolvimento, alegando que o líder do assalto, Pansau N´Tchama, vivia em Portugal e que por isso as autoridades portuguesas tinham obrigação de saber do seu paradeiro.

A Guiné-Bissau é governada por autoridades de Transição, na sequência do golpe de Estado de 12 de abril de 2012, que depôs os líderes eleitos. (lusa.pt)

- Publicidade -
- Publicidade -

João Lourenço responsabiliza UNITA de incitar jovens à desobediência civil

Presidente angolano diz esperar que jornalistas não venham a ser detidos, mas adverte que autoridades vão manter a ordem. O Presidente angolano responsabilizou a UNITA...
- Publicidade -

Manifestação: Tribunal está a interrogar os detidos à porta fechada – Por dia serão ouvidos cerca de 20 cidadãos

Entre os primeiros cidadãos, do grupo dos 103 detidos, ouvidos esta terça-feira no Tribunal Provincial de Luanda "Palácio D. Ana Joaquina", está o secretário-geral...

Marido de Isabel dos Santos morre afogado no Dubai

O marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, morreu num acidente no mar no Dubai. A notícia está a ser avançada por jornais internacionais....

Angola substitui Código Penal da era colonial

A Assembleia Nacional aprovou hoje, terça-feira, 27, o novo Código Penal, com 167 votos a favor, nenhum contra, e a abstenção de dois deputados...

Notícias relacionadas

João Lourenço responsabiliza UNITA de incitar jovens à desobediência civil

Presidente angolano diz esperar que jornalistas não venham a ser detidos, mas adverte que autoridades vão manter a ordem. O Presidente angolano responsabilizou a UNITA...

Manifestação: Tribunal está a interrogar os detidos à porta fechada – Por dia serão ouvidos cerca de 20 cidadãos

Entre os primeiros cidadãos, do grupo dos 103 detidos, ouvidos esta terça-feira no Tribunal Provincial de Luanda "Palácio D. Ana Joaquina", está o secretário-geral...

Marido de Isabel dos Santos morre afogado no Dubai

O marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, morreu num acidente no mar no Dubai. A notícia está a ser avançada por jornais internacionais....

Angola substitui Código Penal da era colonial

A Assembleia Nacional aprovou hoje, terça-feira, 27, o novo Código Penal, com 167 votos a favor, nenhum contra, e a abstenção de dois deputados...

Manifestação: Comité para a Protecção dos Jornalistas acusa polícia de perseguição e intimidação a jornalistas e exige medidas que garantam a liberdade de imprensa

O Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ, sigla em inglês), com sede em Nova Iorque, EUA, critica fortemente a polícia angolana por ter...
- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.