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Financiamento: Mercados internacionais de olho em Angola

O teste feito o ano passado aos mercados internacionais, em associação com o banco russo VTB, que O País noticiou em primeira mão, e a mais recente criação do fundo soberano de Angola conduziram a um interesse renovado de mercados financeiros em Angola, segundo a EMEA Finance, uma publicação independente dedicada nos mercados emergentes da Europa, Médio Oriente e África.

Em Outubro destacámos que Angola contraíra um empréstimo de USD 1 bilião junto do banco russo VTB Capital, que o repassou para o mercado financeiro secundário através de um veículo listado na Holanda. A operação foi efectuada a meio do ano. Os USD 1 bilião em títulos de angolanos foram sendo negociados nos mercados internacionais em Agosto. O sinal estava dado.

Com a aceleração do crescimento económico, para quase 8% em 2012 e 2013 e com a dívida soberana de Angola a ser avaliada pela Fitch, Moody e Standard % Poor’s, os mercados estão agora na expectativa de que novas Obrigações do Tesouro (OT) venham a ser finalmente emitidas, na sequência de uma série de atrasos, refere a EMEA Finance na análise publicada com o título, ‘Angola: ganhando impulso’ e assinada por Tim Burke.

E, atendendo ao que se encontra inscrito no OGE para 2013, os investidores não deverão acabar o ano decepcionados, pois é quase certo que Angola irá aproveitar a ‘onda positiva’ (estabilidade, crescimento, reformas, credibilidade externa e necessidade de efectuar um esforço de investimento público considerável) para tirar partido da ocasião, assinala a publicação.

‘A notícia da criação do fundo soberano angolano e do lançamento de novas obrigações pelo VTB está a renovar o interesse de investidores pelo país, refere a EMEA Finance, que acrescenta que a esperada operação de emissão de euro-obrigações ainda não se encontrará configurada.

Apesar de não ser ‘a oportunidade por que esperavam que os investidores internacionais’, os títulos emitidos pelo VTB ‘estão a negociar bem e subiram de valor nas semanas que se seguiram à emissão, o que sugere que, ‘quando Angola emite no exterior uma emissão adequada esta é bem acolhida’, diz a EMEA Finance.

O analista da EMEA ressalta a importância do anúncio da criação do fundo soberano de Angola, ao qual caberá investir parte das receitas petrolíferas nacionais, efectuando a gestão de activos estimados em USD 5 mil milhões, o equivalente a 5% do PIB nacional.

O capital será investido em projectos de infraestrutura em Angola e noutros países, activos financeiros e vários sectores de actividade. Recorde-se que o Fundo Soberano precisou a O País que ‘vai receber verbas equivalentes ao valor de 100.000 barris de petróleo por dia. Aos preços correntes este valor materializa-se em aproximadamente 3.5 mil milhões de USD por ano. Este montante é totalmente independente das contribuições fiscais das empresas petrolíferas, operadores e a concessionária do Estado’.

Para Edward George, do Ecobank, a criação do Fundo Soberano representa um passo ‘muito bem-vindo’. George classifica como ‘notável’ a dimensão do Fundo Soberano de Angola, comparando-a com a envergadura de instrumentos idênticos de outros países africanos, como a Guiné Equatorial, que aplicou USD 80 milhões. Em matéria de dimensão, o Fundo Soberano de Angola apenas fica atrás, refere, do fundo do Botswana. ‘Como ponto de partida é uma forte afirmação de intenção e corresponde, em definitivo, ao que Angola tem a fazer com as suas receitas petrolíferas’, adianta Edward George.

Interesse dos Investidores

A EMEA Finance lembra ainda que as agências de notação consideram o fundo como uma medida positiva para o rating de Angola, bem como um sinal de que o governo está a gerir de forma sustentável as receitas petrolíferas do país. ‘O próximo desafio para Angola é capitalizar o crescente interesse de investidores’, considera a EMEA Finance.

‘Os Eurobonds deverão ser emitidos em breve, em conjunto com o lançamento da bolsa angolana, seis anos após o projecto ter sido lançado, esperando-se que os bancos locais venham a estar entre os primeiros a colocar no mercado de capitais as suas acções como forma de financiar a respectiva expansão’, lê-se no artigo da EMEA Finance.

‘Há muitos projectos e uma clara intenção do governo para tornar-se mais sofisticado e desenvolver a economia e o mercado de capitais,’ diz Pedro Pinto Coelho, presidente do banco Standard de Angola, à EMEA Finance. O principal responsável do Standard assinala também a necessidade de superar dificuldades, como a falta de recursos humanos com as qualificações necessárias.

‘A economia está a crescer de forma muito robusta, impulsionada pelos altos preços do petróleo, tornando-se uma força a ser considerada pela comunidade internacional. Tornou-se uma comunidade atraente, competitiva e um centro de investimento internacional,’ considera, por seu lado, António Gaioso Henriques, presidente do Banco Millennium Angola.

Luís Faria (opais.net)
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