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Minérios têm linha de crédito

O Banco Mundial está disposto a abrir uma linha de crédito para financiar projectos mineiros em Angola, anunciou ontem, na Cidade do Cabo, o director do departamento de Gás e Recursos Naturais da instituição, Paulo Sá.
Em declarações à imprensa angolana depois de ter apresentado, durante um seminário, os projectos do Banco Mundial para África, Paulo Sá afirmou que o sector mineiro em Angola tem um potencial importante, mas que “não houve ainda um desenvolvimento do potencial correspondente à realidade do sector”.
Paulo Sá disse esperar que, com as medidas aprovadas pelo Executivo, haja mais investimentos que permitam a Angola beneficiar de todo o potencial mineiro que dispõe. O director do Banco Mundial referiu também que a sua instituição tem uma parceria com o sector mineiro em Angola e está disponível, se o Executivo estiver interessado, a abrir uma linha de cooperação na área mineira. “Estamos a analisar que parceria pode ser desenvolvida entre Angola e o Banco Mundial. Existe dinheiro, mas devemos analisar os programas que interessam aos angolanos”, realçou. Paulo Sá lembrou que o Banco Mundial é parceiro tradicional dos países africanos na promoção do desenvolvimento do sector mineiro e tem programas em mais de 20 países africanos. “Acreditamos que, se bem desenvolvido, o sector mineiro pode contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento social e económico dos países africanos”.

Comercialização de diamantes

O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, disse que o Executivo está a trabalhar na alteração do actual modelo de comercialização de diamantes e anunciou para este ano as mudanças no sistema. Francisco Queiroz, que falou à imprensa depois de ter reunido ministro de Estado, Economia, Comércio e Indústria do Japão, Isshu Sugawara, espera que no próximo ano, o sector tenha condições para a entrada no mercado de novos operadores comerciais.

O ministro disse que o Executivo vai estudar o modelo de comercialização de diamantes da África do Sul e afirmou que o Japão tem uma relação de cooperação antiga com Angola e que está interessado em aprofundá-la. Francisco Queiroz reconheceu que o Japão tem um grande potencial em termos técnicos, financeiros e experiência.
O Executivo está a elaborar o mapa de todo o território com a identificação dos pontos onde existem recursos mineiros. “ Dentro de três anos, temos o mapa completo, o que vai contribuir para atracção de investimento, numa base segura, promover o investimento e captar investidores de outros países”. O ministro Francisco Queiroz destacou países como a Itália, Canadá e África do Sul, que usaram a mesma estratégia: identificaram os recursos e atraíram o investimento.
“Vamos submeter toda a extensão do território a uma fotografia especializada para identificar os recursos. Vamos ter uma base de dados para permitir planificar a exploração e o investimento para garantir a sobrevivência das gerações futuras. Vamos também planificar a cooperação com os países investidores”.

Interesse do Japão

O ministro de Estado do Japão, Isshu Sugawara, garantiu que o seu país está interessado em contribuir para os projectos do Executivo no sector dos diamantes. “O nosso país quer colaborar em projectos como análise geológica, formação de quadros e Ambiente”, disse. Acrescentou que “o Japão tem experiência em desenvolver tecnologia de prevenção causada e gostávamos de cooperar com o governo angolano neste sector”, disse.
Isshu Sugawara admitiu que os países africanos têm potencial para uma cooperação com vantagens recíprocas no futuro. A intenção, disse, é construir uma relação de benefício mútuo para o Japão e para os países produtores de recursos mineiros, em particular com Angola.
O ministro Francisco Queiroz está a participar na Conferência Internacional sobre Minas, que decorre na Cidade do Cabo. Apresenta hoje o Código Mineiro e as acções que estão a ser desenvolvidas para a diversificação da actividade mineira. (jornaldeangola.com)

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