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Autocarros articulados entram em circulação

Luanda vai ter autocarros articulados, que vão circular numa via exclusiva. Em declarações ao Jornal de Angola, o director provincial de Tráfego e Mobilidade do Governo da Província de Luanda, Jorge Bengui, disse que já foi feito o traçado do corrdor de circulação, para começar a sua construção. Posteriormente é feita a aquisição dos equipamentos. Além dos autocarros articulados, Jorge Bengui disse que vão funcionar transportes marítimos e são em breve aumentadas as rotas e a frequência do comboio, visando a melhoria da circulação rodoviária, para quem reside no Cacuaco, Zango, Viana, Cidade do Kilamba, Camama, Calemba II e Benfica.

Jornal de Angola – Como é garantida a mobilidade dos cidadãos das novas centralidades para o centro de Luanda?

Jorge Bengui – Temos medidas de curto, médio e longo prazo. Neste momento estamos a identificar os pontos de retenção do trânsito nas zonas do Zango, Camama, Calemba II, Cidade do Kilamba e Cacuaco e a fazer pequenas intervenções para eliminar as várias causas de estrangulamento do trânsito. O Governo Provincial vai também nos próximos dias inaugurar mercados para acolher pessoas que fazem vendas nas vias. A Direcção Provincial de Fiscalização vai eliminar todos os pontos de venda existentes nas ruas, porque têm uma interferência negativa no trânsito.

JA – Qual tem sido a intervenção da Brigada Especial de Trânsito?

JB – Temos trabalhado de forma coordenada com a Unidade de Trânsito e com a Brigada Especial de Trânsito para impedir a retenção desnecessária do trânsito causada por paragens e manobras irregulares feitas pelos automobilistas. Estamos também a construir várias passagens aéreas.

JA – Algumas medidas para facilitar a circulação rodoviária têm falhado. Quem é responsável pela execução?

JB – Todas as intervenções nos eixos estruturantes são da responsabilidade do Instituto de Estradas de Angola, mas damos os nossos pareceres.

JA – Quais são as intervenções a longo prazo?

JB – Temos várias, entre as quais o projecto dos autocarros articulados que vão circular numa via exclusiva. Este projecto está a ser conduzido pelo Ministério dos Transportes, que já está a dar os primeiros passos em termos de execução efectiva. O objectivo é facilitar a circulação dos cidadãos nas novas zonas habitacionais. Vamos ter na Cidade do Kilamba um terminal urbano e interprovincial e o traçado passa por Viana e Zango.

JA – Que outras medidas estão previstas?

JB – Vamos ter também transportes marítimos para facilitar a acessibilidade ao centro da cidade. Estão a ser feitos os cais terminais em toda a orla marítima, do Cacuaco à zona central e sul da cidade. Foi projectado este transporte marítimo para descongestionar a estrada do Cacuaco, a estrada da Samba e fazer com que as pessoas troquem o carro privado pelo barco.

JA – O que está a ser feito a nível do caminho-de-ferro?

JB – O caminho-de-ferro está a desenvolver os seus serviços. Em breve o comboio vai chegar à estação terminal do Bungo. Também há um esforço da empresa em aumentar a frequência da circulação. Vamos também apostar em algumas infra-estruturas complementares e auxiliares, como parques de estacionamento nas estações onde a procura é maior, para que os utentes com viaturas particulares possam deixá-las em local seguro e apanhar o comboio.

JA – Qual é o nível de execução da requalificação e construção das vias secundárias e terciárias?

JB – Este projecto está a ser executado desde 2011. O objectivo é tornar toda a malha viária transitável e fazer com que as ligações sejam funcionais e a circulação não esteja apenas dependente dos eixos estruturantes.

JA – Quais são os efeitos imediatos que a população vai notar?

JB – Já vivemos um pouco os efeitos e não nos apercebemos. Se olharmos para a via que sai de Benfica para Cacuaco, a estrada da Samba e a Avenida Deolinda Rodrigues e nos lembrarmos de como eram antes, não vai ser difícil chegarmos à conclusão de que houve melhorias. Conseguimos circular melhor do que há uns anos. Temos que adoptar políticas de gestão de tráfego que vão de encontro ao que urbanamente é recomendável. Por isso a promoção dos transportes públicos é obrigatória. Temos de reduzir a circulação de viaturas privadas.

JA – O problema do trânsito em Luanda  fica resolvido com a execução dos projectos em curso?

JB – As soluções para o trânsito em Luanda passam por várias instituições do Executivo. Mas a grande aposta é sem dúvida a promoção dos transportes públicos. Com a circulação regular dos autocarros articulados nos seus corredores próprios, transportes marítimos, reforço dos autocarros e do comboio, as pessoas vão poder sair com mais facilidade das suas zonas de residência para os locais de trabalho. Por isso é urgente acelerar o processo de descentralização e municipalização dos serviços públicos porque são eles que atraem diariamente milhares de cidadãos para o centro da cidade. (jornaldeangola.com)

 

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