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Heróis vivos do 4 de Fevereiro pedem mais apoios

Os heróis vivos do 4 de Fevereiro de 1961 pretendem mais apoios do Executivo. Esta posição foi manifestada por Engrácia Francisco Cabenha ao Jornal de Angola, a propósito do 52º aniversário do início da luta armada de libertação nacional.
Engrácia Cabenha é general das Forças Armadas Angolanas (FAA) na reforma, garantiu que os integrantes do 4 de Fevereiro têm recebido “apoios razoáveis”. Mas os sobreviventes os nacionalistas “pretendem ver melhoradas as condições sociais”. Mas deixou claro que “o importante é que atingimos o nosso objectivo que, foi libertar o povo angolano do jugo colonial português”.
A combatente do 4 de Fevereiro defendeu a necessidade dos historiadores valorizarem a data escrevendo artigos de fundo para que as camadas mais jovens estejam bem informadas sobre a sua importância: “as gerações vindouras precisam de saber o que esteve na origem das acções do 4 de Fevereiro de 1961”.
Em relação a sua participação, disse que foi convidada pelo seu tio Raul Deão, que era o segundo comandante do grupo.
Agostinho Miguel Inácio, um dos heróis do 4 de Fevereiro recordou que o crescimento e desenvolvimento que o país está a conhecer, é fruto do 4 de Fevereiro. Reconheceu os esforços que o Executivo tem desenvolvido para ajudar os sobreviventes do 4 de Fevereiro mas diz que precisam de ser reforçados: “reconhecemos que os protagonistas da acção do 4 de Fevereiro têm recebido apoios mas precisamos de mais.”, disse Kisekele, como também é conhecido.

Poucos sobreviventes

Agostinho Miguel Inácio informou que actualmente os sobreviventes do 4 de Fevereiro vivos são apenas 37, com idades compreendidas entre os 65 e 85 anos. Lembrou que no ano passado, o acto central das comemorações teve lugar na cidade do Caxito e não foi convidado nenhum sobrevivente para integrar a caravana ministerial.

Historial

Há 52 anos, patriotas liderados por Paiva Domingos das Silva, Raul Agostinho Deão, Francisco Imperial Santana, Virgílio Sotto Maior e Neves Bendinha desencadearam ataques contra a cadeia de São Paulo, a Casa de Reclusão, e a esquadra de polícia móvel, na Estrada de Catete, dando início à luta armada de libertação nacional que culminou com a proclamação da independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975.
Nas acções participaram pouco mais de 200 combatentes. O objectivo era libertar os presos políticos e atacar as forças de repressão. A Polícia Móvel, aquartelada na Estrada de Catete, era na época uma espécie de força anti-motim.
A luta pela Independência Nacional era dirigida por vários grupos políticos como o MINA, PLUA, Partido Comunista ou o Botafogo. Em Dezembro de 1956 fundiram-se no Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e o combate ganhou outra dinâmica que culminou com o 4 de Fevereiro de 1961.

Heróis da pátria

Fernando Ventura, estudante de Direito da Universidade Agostinho Neto, é filho de um antigo combatente. Para ele, o espírito patriótico dos heróis de 4 de Fevereiro de 1961 serve-lhe de base para vencer na vida.
A falta de tempo impede os jovens de “beber” dos mais velhos sobre a motivação para derrubar os colonialistas, disse Fernando Ventura. Júnior Guilherme é de opinião que o 4 de Fevereiro deve servir para reflectir sobre o passado e projectar o futuro. “A juventude deve seguir o exemplo dos nacionalistas e respeitar esses bravos heróis. O legado do 4 de Fevereiro deve ser perpetuado”, disse.
A estudante de Ciência Política, Priscila Simão, defende o reconhecimento de todos os nacionalistas angolanos. E destacou o papel da mulher na luta armada de libertação nacional.
“Precisamos de conhecer a nossa identidade, enquanto angolanos”, disse Priscila, acrescentando que isto só é possível com “conhecimentos da História de Angola. A valorização dos feitos dos heróis do 4 de Fevereiro passa, também, pela emancipação da mulher angolana”. (jornaldeangola.com)

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