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Fundação Gates premiou moçambicana Margarida Matsinhe por “uma vida dedicada à vacinação”

Aos 64 anos, a moçambicana Margarida Matsinhe recebeu esta semana a recompensa de uma vida dedicada à promoção do acesso às campanhas de vacinação, ao vencer o Prémio Gates Vaccine Inovation da Fundação Bill e Melinda Gates.

A Fundação Bill e Melinda Gates, do multimilionário norte-americano Bill Gates e da sua mulher Melinda, anunciou na quarta-feira a escolha de Margarida Matsinhe para o Prémio Gates Vaccine Inovation, pelo papel “instrumental na remoção de obstáculos ao acesso das crianças às vacinas”.

Com a VillageReach, uma ONG norte-americana na qual a premiada trabalha e que está voltada para a promoção do acesso das comunidades pobres aos serviços de saúde, Margarida Matsinhe conseguiu aumentar de 69 por cento para 95 a percentagem de crianças com acesso à vacinação e reduzir de 80 por cento para um a falta de vacinas em quatro províncias moçambicanas.

A sua intervenção permitiu também aumentar de 40 para 96 por cento o tempo de acondicionamento climatizado de vacinas.

Em entrevista à Lusa, em Maputo, Margarida Matsinhe afirmou que o prémio é o reconhecimento dos avanços que Moçambique registou na ampliação das campanhas de vacinação a mais crianças.

“Este meu reconhecimento é mais para ajudar o meu país. As vacinas são a solução de grande parte (das causas) de mortalidade da criança. Cheguei à conclusão de que as vacinas são um grande fator de desenvolvimento humano”, disse Margarida Matsinhe.

Formada em Saúde Pública, ingressou no Ministério da Saúde de Moçambique em áreas ligadas à vacinação, mas a morte de crianças por falta de vacinas converteu a obrigação profissional numa causa.

“Assisti a muitas crianças a morrer por doenças preveníveis com vacinas”, disse Margarida Matsinhe, retratando a experiência de um país onde, à data da independência, em 1975, cerca de 90 por cento da sua população não tinha acesso às vacinas.

Sempre ligada ao Ministério da Saúde, esteve envolvida no esforço que permitiu que hoje mais de 50 por cento das crianças e mães moçambicanas já tenham acesso às campanhas de vacinação.

“Esta mudança radical no acesso às vacinas fez-me ver que as vacinas são a solução” para as causas da mortalidade nas crianças”, sublinhou.

A dedicação à saúde das crianças fez com que não gozasse a reforma no Ministério da Saúde de Moçambique, voltando a trabalhar na ONG norte-americana VillageReach, ao serviço da qual ganhou a recompensa de toda uma vida dedicada à vacinação, um troféu e 250 mil dólares (pouco mais de 130 mil euros). (lusa.pt)

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