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Vice-governadora do Uíge vê a cultura como instrumento de unidade nacional

A vice-governadora para o sector político e social do Uíge afirmou na abertura da Feira Cultural, que decorreu nos dias 29 e 30 de Janeiro, no jardim do Governo Provincial, que a cultura é um verdadeiro instrumento de unidade nacional e de reforço da coesão dos povos.
Maria da Silva e Silva defendeu a importância de se preservar os hábitos e costumes de cada região, como garantia da passagem de testemunho do seu património às futuras gerações. A governante afirmou que na província existe um enorme potencial artístico juvenil, particularmente no campo do teatro, dança, escultura, literatura e música.
“A província do Uíge é rica na produção de bens culturais, que revelam os valores tradicionais e culturais dos ancestrais”, disse, ao mesmo tempo que convidou os agentes culturais locais a continuarem a promover a cultura da província, dentro e fora do país, através das artes.
Ao referir-se à feira, salientou que ela serviu para demonstrar e promover os valores culturais da região e permitiu levar ao conhecimento de todos os bens materiais, de valor cultural, produzidos na região.
O director provincial interino da Cultura, Moisés Mateus Feliciana, destacou o nível da organização e a participação massiva dos expositores, por ter permitido promover ainda mais a riqueza cultural da província. A iniciativa, que se enquadrou nas comemorações do Dia da Cultura Nacional, teve como objectivo dar a conhecer às populações locais, sobretudo aos jovens, tudo que é possível produzir em termos culturais na província. O administrador municipal do Uíge afirmou a sua satisfação pela iniciativa e referiu que as obras apresentadas na feira identificaram a realidade dos povos da região. Altamiro Benjamim considerou o evento uma oportunidade ímpar para os artistas da província mostrarem as grandes potencialidades culturais da região.
“Os expositores apresentaram produtos diversos, desde os utensílios de olaria a artigos produzidos à base de bordão, obras literárias e discográficas. Por isso, foi uma feira positiva, visto que nos ajudou a conhecer e identificar alguns elementos que estão, cada vez mais, em vias de desaparecer, particularmente aqueles feitos de barro, como a sanga, a moringa e as panelas de barro”, disse.
Altamiro Benjamim referiu que, hoje, por exemplo, a juventude já não se dedica à arte de bordar tecidos por falta de incentivos. “Mas é bom revivermos e conhecer o que os antepassados faziam e como viviam”, advertiu.

O administrador defendeu ainda a importância de se incentivar o conhecimento e o uso das línguas nacionais nas famílias, para que as novas gerações tenham o domínio das mesmas e consigam evitar o seu desaparecimento nas próximas décadas. “Muitos jovens sentem vergonha de falar a sua língua materna. Alguns porque as falam mal ou as desconhecem, mas também existem pais que privam os filhos do domínio da língua materna. Acredito que a situação pode ser invertida através de políticas do Ministério da Educação”, frisou.
Cerca de 38 expositores, entre artistas plásticos, artesãos, oleiros, escritores e músicos participaram na feira, organizada pela direcção provincial da cultura do Uíge. Na actividade, que visou a promoção da riqueza cultural da província, os expositores apresentaram uma grande diversidade de obras de olaria, peças de artesanato, tapeçarias, obras literárias e discográficas à população, que afluiu ao local durante dois dias.

(jornaldeangola.com)

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