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Milhares de ex-militantes da UNITA decidem aderir às fileiras do MPLA

Um grupo de nove mil ex-militantes da UNITA aderiu ontem, em Menongue, ao MPLA, numa cerimónia presidida pelo vice-presidente do partido maioritário, Roberto de Almeida.
Nos próximos dias, foi anunciado na cerimónia, ocorrem actos semelhantes nos municípios de Cuchi, Mavinga, Rivungo, Dirico e Calai com ingresso no MPLA de, pelo menos, duas mil pessoas que deixaram a UNITA.
Afonso Cassanga, em nome dos nove mil ex-militantes da UNITA, disse que a renúncia se deveu a estarem “cansados das mentiras” e por o programa daquele partido “não revelar clareza e promover a discórdia e a desobediência às instituições do Estado legalmente constituídas”.
Os dirigentes da UNITA, acusou, obrigam os militantes a fazerem crer à população que o fundador do partido está vivo no estrangeiro a concluir uma formação militar e que em breve regressa para dirigir a organização.
“Isto é um crime, nós, ex-militantes da UNITA espalhados pelo território da província do Kuando-Kubango, outrora organizados em núcleos, decidimos abandonar aquele partido de forma voluntária e ingressar no MPLA por ser a organização política que melhor defende os interesses do povo angolano”, disse.O antigo militante da UNITA prometeu em nome do grupo ter aderido “livre e incondicionalmente aos ideais do MPLA” e defender os órgãos de soberania nacional, além de “contribuir de corpo e alma no processo em curso de reconstrução e desenvolvimento sustentado de Angola”.

Elogios do MPLA

O vice-presidente do MPLA elogiou a coragem e determinação dos ex-militantes da UNITA, a maioria dos quais tem uma “experiência de vida difícil e sacrificada em acções que aprofundaram divisões e muitas vezes semearam a fome e o luto na sociedade angolana”.
Roberto de Almeida disse que os novos militantes passam a exercer actividade política nas organizações de base do partido em igualdade de circunstâncias com os mais antigos no princípio da sã convivência e dos documentos orientadores.O MPLA, afirmou, vai continuar a trabalhar na mobilização e recrutamento de militantes e a desenvolver as acções de formação e de educação política e ideológica com sessões de estudo dos principais documentos do partido.
O primeiro secretário do Kuando-Kubango do MPLA garantiu que o processo para angariar mais militantes continua como forma de consciencializar os cidadãos, sobretudo os que continuam enganados com promessas falsas, que o MPLA é um partido sério, que não exclui pessoas e luta pelo bem-estar dos angolanos.
Higino Carneiro lembrou aos ex-militantes da UNITA que o Governo Provincial tem um plano de desenvolvimento económico e social e que vai necessitar de muita força de trabalho. “Na comuna de Missombo, que fica a 20 quilómetros de Menongue, estamos a desenvolver um ambicioso programa agro-pecuário ao longo do canal de irrigação com o mesmo nome”, disse.
O plano, declarou, integra exploração mineira, agricultura empresarial e turismo, entre outros projectos que precisam da contribuição de todos. “Vamos criar centenas de empregos para a nossa população, de acordo as suas aptidões, dar a sua contribuição”, referiu.
“Podem ficar descansados que tudo faremos para que as pessoas possam encontrar um lugar para poder trabalhar e garantir o seu sustento e das famílias”, salientou. (jornaldeangola.com)

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