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Guiné-Bissau tem de colocar “casa em ordem” para avançar, diz Olesegun Obasanjo

Olesegun Obasanjo, ex-Presidente da Nigéria, defendeu ontem em Bissau que a Guiné-Bissau tem de “colocar a casa em ordem” e “unir as mãos”, para assim pode avançar.

“A Guiné-Bissau tem grandes potencialidades, grande futuro, recursos naturais e humanos” mas não pode “continuar a destruir-se de qualquer forma, e já o tem feito muitas vezes”, disse o estadista, concluindo: “Basta para a Guiné-Bissau”.

Olesegun Obasanjo falava hoje em Bissau na abertura do primeiro Fórum Económico, uma iniciativa do Instituto Benten, uma organização criada pelo economista guineense Paulo Gomes.

Perante centenas de pessoas que assistiram à manhã de trabalhos sobre as perspetivas económicas para a Guiné-Bissau, o antigo estadista começou por dizer que as crises em África são sobretudo crises de liderança e defendeu que a crise mundial pode ser uma oportunidade para o continente.

O antigo dirigente, que foi também Presidente da União Africana, admitiu que tem havido muitos problemas no continente, começando pela Nigéria, onde “tribalismo e corrupção” quase destruíram o país, mas avisou: “não se podem culpar só os políticos pelos erros porque eles não os cometeram sozinhos”.

O Fórum, que dura hoje todo o dia, destina-se a debater as potencialidades da Guiné-Bissau, que no entender de Paulo Gomes são muitas, da agricultura ao ambiente ou aos recursos naturais, como o petróleo.

No seu discurso a iniciar os trabalhos o economista, antigo administrador do Banco Mundial, disse aos presentes que é esta a altura para investir no país, já que apesar dos atuais “problemas sérios” a Guiné-Bissau vai evoluir muito na próxima década, considerou.

Serifo Nhamadjo, Presidente de transição, foi também ao Fórum salientar o potencial da Guiné-Bissau e explicar que a Guiné-Bissau não é “o que se fala”, e que “as pessoas não são assaltadas logo que chegam ao aeroporto” nem “são raptadas por militares”.

“A equipa de transição é uma equipa politicamente legal. Este não é um regime militar”, disse Serifo Nhamadjo, pedindo a todos que reflitam sobre a contínua instabilidade do país e sobre o que cada um fez para uma Guiné-Bissau melhor.

Serifo Nhamadjo salientou que “o que a Guiné-Bissau possui dá para exportar” e defendeu que se faça sem demoras uma reforma das forças de Defesa e Segurança, na Função Pública e na Justiça, e talvez até na “organização geral do Estado”.

Mamadou Lamine Loum, ex-primeiro ministro do Senegal, defendeu para a região, e para a Guiné-Bissau, o aprofundamento da integração regional, tanto mais que os países sozinhos “não tem capacidade para lidar com novas ameaças”, e disse que “a África unida não é uma utopia mas sim um sonho”.

Tanto Lamine Loum como Huco Monteiro (administrador do Ecobank) defenderam para a Guiné-Bissau e para a região o reforço da cidadania, a par da integração.

“Penso que somos a integração melhor sucedida depois da União Europeia”, disse Huco Monteiro, lembrando que tal acontece numa região que tem sido palco de sucessivos conflitos, a Guiné-Bissau mas também a Libéria, a Serra Leoa, a Costa do Marfim e mais recentemente o Mali. (lusa.pt)

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