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FMI sem acordo sobre cálculo de quotas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) realizou “importantes progressos”, mas não chegou a um acordo sobre um novo mecanismo de cálculo das quotas pagas pelos seus Estados-membros, que determinam o poder de voto na instituição, anunciou o organismo.

Numa reforma aprovada em Novembro de 2010, o FMI tinha até o final de Janeiro deste ano para rever o modo de calcular estas quotas, indexadas, principalmente, ao Produto Interno Bruto (PIB) de cada país e à abertura da economia. O objectivo é que os países emergentes, cujo peso económico tenha crescido, tenham mais poder nas decisões do organismo.

Após várias reuniões, “foram feitos importantes progressos para identificar elementos chaves que podiam ser a base de um acordo final sobre uma nova fórmula”, informou em comunicado a directoria do Fundo, constituído por 188 membros.
Um acordo definitivo ficou para o próximo ano, quando for realizada uma revisão geral das quotas.

“Houve consenso em que o PIB deve continuar a ser a componente mais importante” da fórmula, disse o comunicado.
Vários pontos estão suspensos. Os países emergentes com maior peso económico pedem que a variável abertura à economia seja suspensa ou considerada com menos peso que actualmente.

Várias destas nações restringiram a entrada de capitais no seu território ou limitaram a conversibilidade das suas moedas e esta variável afecta-as num momento em que o seu poderio económico cresce. O representante do Brasil no FMI criticou o fraco resultado das negociações que “reflecte fundamentalmente a resistência à mudança por parte de membros excessivamente representados” no organismo, “em particular da Europa”.

Segundo Paulo Nogueira Batista, a fórmula actual das quotas produz “numerosas anomalias” que precisam ser corrigidas o quanto antes “para reflectir melhor a realidade da economia mundial”.

“O FMI aproxima-se do que podíamos chamar de um ‘abismo de credibilidade’”, disse em comunicado enviado à AFP.
O sector financeiro paga poucos impostos e devia fazer a sua parte para mitigar a crise, disse um porta-voz do FMI, num momento em que a Europa prepara um imposto sobre as transacções financeiras.

“O sector financeiro paga poucos impostos, e devia contribuir de forma equitativa” em relação a outros sectores, “para mitigar os custos da (actual) crise e ajudar a combater possíveis custos de outras crises” no futuro, disse o porta-voz Gerry Rice numa conferência de imprensa em Washington.
“Um imposto sobre as transacções é uma maneira de o fazer”, acrescentou.
O FMI apoia, assim, a iniciativa europeia.

No total, 11 países europeus, entre eles a França e a Alemanha, concordaram em estabelecer um imposto sobre as transacções entre instituições financeiras (bancos e fundos de investimento, entre outros) que podia arrecadar entre 30 e 35 mil milhões de euros por ano.
Segundo Rice, o FMI defende também a instauração de um imposto sobre “a actividade financeira”, e não apenas sobre as transacções. (jornaldeangola.com)

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