- Publicidade-
Smooth Jazz Rádio Calema
Inicio Angola FERNANDO PACHECO: "Calúnia e intriga são recorrentes no MPLA"

FERNANDO PACHECO: “Calúnia e intriga são recorrentes no MPLA”

O coordenador do Observatório Político e Social de Angola (OPSA), Fernando Pacheco, disse a OPAÍS que o recente desabafo do presidente do MPLA sobre a existência de intrigas internas entre membros do seu partido, pode ser revelador de que há problemas de gestão de quadros que não são novos.

“Imagino que existam problemas mais ou menos graves, complexos e que cá para a fora se transmite sempre a ideia de que tudo parece “estar tudo bem”, admitiu.

A leitura que este activista cívico fez do discurso do líder do MPLA, à volta do comportamento dos quadros e responsáveis do partido vencedor das eleições de 2012, é que as intrigas internas resultam do facto de os problemas não serem discutidos de forma aberta.

“Como as coisas não são discutidas de forma aberta, abrem-se este tipo de intrigas e calúnias, que é habito neste tipo de situações”, declaraou, Fernando Pacheco, aparentemente com algum conhecimento de causa, já que, há cerca de 20 anos, foi quadro do aparelho central do MPLA.

O engenheiro agrônomo afirmou que no tempo do partido único estas coisas funcionavam não melhores mas com outras características.

“As críticas eram um pouco mais abertas, havia mais possibilidades de sanção e havia contra poderes. Hoje, porque se parte do princípio de que os conflitos e as tensões são aproveitadas pela Oposição, se escamoteia muito mais do que naquela altura. Hoje há preocupação com a imagem”, lembrou.

Mas mesmo assim, Fernando Pacheco defende que as actuais formas de gestão de quadros do partido do Governo não se coadunam com os tempos modernos.

“O MPLA diz sempre que está a procura de modernizar a sociedade mas na prática usa métodos arcaicos”, observou.

O homem forte do OPSA considera que “a calúnia e a intriga são uma prática recorrente no MPLA, embora só por vezes saia a público, porque outras coisas ficam sempre encapotadas.”

A forma “opaca” como são mantidas as informações relativas ao funcionamento interno deste partido são, para Fernando Pacheco, a razão por que qualquer analista está limitado a aprofundar os seus argumentos.

De qualquer dos modos, a fonte diz ser do seu conhecimento de que a política de acumulação de cargos partidários e administrativos “aparentemente é boa, porque poupa dinheiro mas na realidade é má porque a figura indicada não tem tempo para estar a frente do Governo, a tempo inteiro”.

Relativamente ao inverso, Pacheco também considera que há sempre a tendência do representante do partido se sobrepor à actividade governativa “porque o MPLA tem sempre prioridade. Há casos em que os conflitos internos resultam da existência de duas figuras porque um tem fundos e outros não”. (opais.net/pt)

- Publicidade -
- Publicidade -

PR nomeia Jomo Fortunato ministro da Cultura

Em nota, a Casa Civil refere que antes, noutro decreto, o Presidente da República exonerou Adjany da Silva Freitas Costa, do cargo de ministra...
- Publicidade -

Última Hora: Libertados três jornalistas e um motorista detidos em manifestação no sábado em Luanda

Os três jornalistas e um motorista da Rádio Essencial que foram detidos no sábado, durante uma manifestação, em Luanda, foram libertados hoje à tarde,...

Movimento ameaça voltar às ruas se houver julgamento de manifestantes detidos

Autoridades negam, mas participantes e dirigentes da UNITA insistem que houve uma morte devido à repressão violenta do protesto de sábado em Luanda. Movimento...

UNITA diz que Lei Eleitoral de Angola deve estar alinhada com modelo da SADC

O general na reforma Abílio Kamalata Numa pediu a alteração da Lei Eleitoral de Angola, sugerindo que esteja alinhada com a lei-modelo da Comunidade...

Notícias relacionadas

PR nomeia Jomo Fortunato ministro da Cultura

Em nota, a Casa Civil refere que antes, noutro decreto, o Presidente da República exonerou Adjany da Silva Freitas Costa, do cargo de ministra...

Última Hora: Libertados três jornalistas e um motorista detidos em manifestação no sábado em Luanda

Os três jornalistas e um motorista da Rádio Essencial que foram detidos no sábado, durante uma manifestação, em Luanda, foram libertados hoje à tarde,...

Movimento ameaça voltar às ruas se houver julgamento de manifestantes detidos

Autoridades negam, mas participantes e dirigentes da UNITA insistem que houve uma morte devido à repressão violenta do protesto de sábado em Luanda. Movimento...

UNITA diz que Lei Eleitoral de Angola deve estar alinhada com modelo da SADC

O general na reforma Abílio Kamalata Numa pediu a alteração da Lei Eleitoral de Angola, sugerindo que esteja alinhada com a lei-modelo da Comunidade...

Seis jornalistas detidos na manifestação

O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Angola (SJ) lamentou hoje a actuação da polícia durante a manifestação de sábado em Luanda e informou...
- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.